terça-feira, 23 de abril de 2013

A Diferença Entre o Genial e o Medíocre

Veja este vídeo:



Que bela porcaria, não? 

Imagine quanto deve ter custado, considerando apenas o cachê do Ronaldo gordo.

Agora assista os vídeos abaixo:









Viu só quanta diferença? O Brasil é, juntamente com EUA e Inglaterra, o país onde se faz a melhor propaganda do mundo. Isso mesmo. Do mundo. Abaixo, aquele que é considerado o melhor comercial brasileiro de todos os tempos e que está listado entre os 100 melhores do mundo.



Impressionante, não? Para provar que talento e criatividade não tem barreiras, selecionei 4 comerciais de primeira produzidos no Brasil em diferentes momentos. Um dos anos 70, 2 dos 80 e um dos 2000. Veja que alguns são mais elaborados e mais caros, porém esse último é de uma simplicidade comovente. O resultado é simplesmente espetacular. 

Hoje em dia, as agências tem muito mais recursos técnológicos, mas quase não conseguem produzir com a mesma qualidade de antigamente. E o problema nem é dinheiro. Vejam os exemplos abaixo, ambos de grandes anunciantes:




 


Evidentemente dois exemplos do pior que já se produziu em matéria publicitária no país, principalmente levando-se em conta que são grandes anunciantes, com grandes verbas publicitárias e que podem contratar as melhores agências. Chega a ser deprimente. O problema não é nem quem produz, mas quem aprova um material tão tosco como os exemplos acima.

Você vai me acusar de defender e valorizar apenas o que é antigo, coisa e tal. Besteira. Já coloquei um comercial bem recente lá em cima, mas para provar definitivamente minha total imparcialidade, coloco abaixo um dos "melhores piores" comerciais que já vi na vida.

Para encerrar, um comercial estrelado pelo casal sensação de então, Xuxa e Pelé. Me digam se já assistiram algo tão vergonhoso.



Hoje em dia, algo do gênero seria certamente proibido pelo CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Seria acusado de sexista, machista e fútil. Não acho que o comercial devesse ter sido proibido por isso, mas sim pelo extremo mau gosto. Aliás, assistam logo antes que a Xuxa mande tirar do ar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UFC on Fox 7 Henderson vs Melendez

Grande evento do UFC nesse sábado 20/04/13. Com um recorde de 8 nocautes em 12 lutas, foi, sem dúvida, o melhor evento do ano. Pena que durante a transmissão houve um problema qualquer e as lutas 3 à 6 não foram exibidas. Dentre essas, destaque negativo para o brasileiro Hugo Wolverine que, na 3ª luta da noite, foi nocauteado.

O evento já começou em alta velocidade, com um cobate sensacional na categoria dos médios entre o americano Clifford Starks e o cubano Yoel Romero. Romero estreava no UFC e não se intimidou com esse fato. Partiu para cima de Starks e após apenas 1:32 min de luta aplicou um nocaute sensacional em Starks com uma joelhada voadora que acertou sua cabeça. Grande vitória desse estreante que promete. Vamos ficar de olho nele.

Romero acerta joelhada em Starks


Na 2ª luta da noite, mais um nocaute incrível. Em luta válida pelos leves, entre o nigeriano Anthony Njokuani e o americano Roger Bowling, quem levou a melhor foi Njokuani. Após passar boa parte do round sendo dominado por Bowling, Njokuani consegue, ainda no 1º round, equilibrar as ações. Na volta para o 2º round, Njokuani volta mais concentrado e parte para a trocação com Bowling, acertando neste um belíssimo cruzado de esquerda em seu queixo, fazendo com que o nocaute fosse decretado. 

Cruzado de esquerda de Njokuani em Bowling


Pulamos direto para o 8º combate programado. Em uma luta rapidíssima, Chad Mendes não precisou de mais do que 1:10 min para nocautear de forma fulminante o bom lutador Darren Elkins, que vinha de uma ótima sequência de 5 vitórias seguidas e, caso vencesse esse combate contra Mendes, seria o próximo desafiante ao título. Acontece que isso não foi possível, diante da ótima atuação de Mendes que, simplesmente não tomou conhecimento do adversário, o nocauteando rapidamente. Agora é Mendes quem pede a disputa pelo título. Ocorre que Mendes já lutou pelo título há pouco mais de um ano e levou um nocaute assustador do campeão da categoria, o brasileiro José Aldo. Dana White pode até conceder essa revanche, mas acho que o destino de Mendes será o mesmo da luta anterior contra Aldo.

Mendes acerta Elkins


Na 9ª luta da noite e 1ª do card principal, combate pela categoria dos meio-médios. Matt Brown dos EUA contra o canadense Jordan Mein. Outra luta excelente com várias possibilidades. Tanto um quanto outro tiveram chance de vencer. Mein começou bem o combate, acertando boa cotovelada em Brown, que ficou furioso e partiu com tudo contra seu oponente. Brown passou a dominar as ações, sendo extremamente agressivo, mas Mein lhe aplicou um golpe que o derrubou. Mesmo com a vantagem de jogar por cima, Mein quase foi finalizado em um ataque duplo de traingulo e arm-lock aplicado de dentro da guarda por Brown. O primeiro round acabou assim. Na volta para o 2º round, Brown partiu para resolver a parada. E resolveu. Conseguiu impor à seu adversário uma sequência avassaladora logo no início do round, vencendo por nocaute técnico. 

Brown soca Mein violentamente


Na 10ª luta da noite, mais um bom combate e mais um nocaute sensacional. Dessa vez o confronto foi entre os leves, com o experiente Nate Diaz enfrentado o estreante Josh Thomson. Nate Diaz, assim como seu irmão Nick (recentemente derrotado por Georges St. Pierre), se preocupa mais em provocar e fazer firulas do que enfrentar seu oponente. Acontece que Thomson entrou extremamente focado na luta e imediatamente tomou conta do combate, dominando Diaz totalmente. Na volta para o 2º round, Diaz até tentou melhorar, mas já era tarde. Com uma canelada certeira na cabeça de Diaz, Thomson fez este desmoronar. Daí para frente foi só aplicar o ground and pound em um adversário que já estava entregue. Resultado: vitória de Thomson por nocaute técnico. Esses irmãos Diaz merecem as surras que levam de vez em quando. Essa não foi exceção. Ao invés de lutar sério, ficou fazendo gracinhas como sempre. Baixando a guarda e chamando para a briga. Um idiota total. Mereceu a surra que levou. Espero que leve outras no futuro.

Thomson chuta a babeça de Diaz


A penúltima luta da noite era muito aguardada, pois foi a estréia no evento do peso pesado Daniel Cormier, que vinha do Strikeforce com um cartel perfeito de 11 vitórias e nenhuma derrota. Para enfrentá-lo, a direção do UFC chamou o experiente e duas vezes campeão da categoria, Frank Mir. A gente nunca sabe o que esperar de uma luta de Frank Mir. As vezes faz combates históricos e derrota adversários duríssimos como Minotauro (duas vezes) e, as vezes faz apresentações horríveis. Sábado passado foi uma dessas. Mir simplesmente não apareceu para lutar. Apático e sem iniciativa foi dominado totalmente na grade por Cormier, que, se tivesse um pouco mais de competência poderia tê-lo nocauteado ou finalizado. No final, vitória por pontos para Cormier. Para mim esse Cormier ainda não disse a que veio. Pegou um adversário totalmente desinteressado e não fez grande coisa, se limitando a espremê-lo contra a grade, sem ao menos conseguiu derrubá-lo. Uma lástima. Dizem que sua intenção é baixar de peso e luta nos meio-pesados. Pode ser que melhore. Nesta luta decepcionou.

Cormier encurrala Mir contra a grade


O último combate da noite foi a disputa do cinturão dos leves entre o campeão Ben Henderson e o desafiante Gilbert Melendez. Melendez é um ótimo lutador e campeão da categoria no Strikeforce, tanto que, sua estréia no UFC já foi pelo título. Foi um combate chato e parelho. Melendez teve maior volume e domminou os 2 primeiros rounds. Depois disso, o campeão equilibrou o combate e conseguiu melhorar nos 3 últimos rounds. No final, a vitória poderia ter ido para qualquer um dos dois, tanto que Henderson manteve o cinturão por uma contagem de apenas 1 ponto de vantagem e em decisão dividida. Essa foi por pouco para o campeão, que deve tomar cuidado para não virar o Georges St. Pierre dos médios, com apresentações chatas e burocráticas, jogando com as regras debaixo do braço. 

Henderson acerta contra golpe no rosto de Melendez


Semana que vem, o aguardado combate entre os treinadores da 17ª edição americana do programa The Ultimate fighter (TUF), Jon Jones e Chael Sonnen. Vamos ser realistas. Ninguém em sã consciência aposta em uma vitória de Sonnen contra Jones. Eu pelo menos não. Mas, no mundo do UFC tudo é possível, e aí é que está a "beleza" da coisa. Além de Jones vs Sonnen, teremos outras lutas interessantes entre Michael Bisping e Alan Belcher (médios), Roy Nelson vs Cheick Kongo (pesados), Phil Davis contra o brasileiro Vinny Magalhães pelos meio-pesados e também a 3ª luta feminina entre Sara McMann e Sheila Gaff.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Guia Básico de Cinema Capítulo XX

Enfim chega ao fim a série de postagens Guia Básico de Cinema. Foram 100 filmes comentados em 20 semanas. Evidentemente nenhuma listagem é unanimidade e, aqui certamente não foi diferente. Encerro aqui com mais 5 filmes que, entendo, todos devem assistir ao menos uma vez na vida.


Golpe de Mestre - The Sting (George Roy Hill - 1973)

Chicago,Illinois, 1936. Dois vigaristas dão um golpe em um capanga de um chefão e embolsam uma grana alta. Mas isto não fica por isso mesmo, pois o chefe da quadrilha decide se vingar e mata um daqueles que lhe aplicaram o golpe. O outro, porém, foge e entra em contato com um ex-parceiro, sendo que ambos decidem aplicar no criminoso um tremendo conto do vigário, que abalará tremendamente as finanças deste chefão mafioso. 

Um pouco depois da primeira parceria do Paul Newman e do Robert Redford (em Butch Cassidy) o diretor George Roy Hill escalou-os novamente na comédia inteligente Golpe de Mestre. Em quase todos os quesitos esse filme é melhor que o anterior da dupla, sem contar que há nele um nível de inteligência sem igual, fazendo-nos rir do que nós mesmos pensamos. A direção do George é magistral, criando um clima perfeito de suspense policial com uma boa pitada de comédia. Mas o destaque de todo o filme é o roteiro, um dos mais inteligentes que eu já vi em filmes de comédia. A história central pode ser de difícil compreensão logo de início, mas durante o decorrer do filme a coisa vai ficando mais clara. Ganhou o Oscar em 7 categorias, incluindo melhor filme e melhor direção.


Chinatown - Chinatown (Roman Polanski - 1974)

Los Angeles, 1937. J.J. Gittes (Jack Nicholson), um detetive particular, recebe a visita de uma mulher que deseja contratá-lo, pois acredita que seu marido, o engenheiro-chefe do Departamento de Águas e Energia, tem um caso. Porém, Gittes logo descobre que sua cliente na verdade era uma farsante. A verdadeira Evelyn Mulwray (Faye Dunaway), fatalmente o encontra. Quando seu marido aparece morto no reservatório de água da cidade, Gittes percebe a gravidade do caso. Seu envolvimento leva-o a ser atacado por gângsters e, após manter um romance com Evelyn, descobre que ela é filha de Noah Cross (John Huston), um dos homens mais poderosos da cidade. Gittes desconfia então que Cross, um rico proprietário que tem interesses ilícitos nas terras próximas ao reservatório, teve também uma relação incestuosa com a filha.

Chinatown é um dos filmes mais difíceis de serem resenhados em toda a história da sétima arte. Não por ser demasiadamente intrincado ou então incompreensível, mas sim por não nos permitir uma crítica sequer a seu conteúdo ou desenvolvimento. Esta obra-prima de Roman Polanski, tida até os dias de hoje como um dos grandes triunfos do cinema norte-americano, simplesmente não apresenta falha alguma durante todos os seus 130 minutos de duração. É denso, instigante, moralmente complexo e cheia de pequenos e soturnos detalhes que permeiam um dos textos mais bem lapidados já escritos para o cinema, que, além de remeter diretamente aos não menos espetaculares roteiros dos principais trabalhos do período auge do filme noir, nas décadas de 1940 e 1950, ainda acrescenta ao subgênero uma série de elementos inéditos, que fazem deste um trabalho particularmente singular.  


Os Imperdoáveis - Unforgiven (Clint Eastwood - 1992)

Bill Munny (Clint Eastwood), um pistoleiro aposentado, volta ativa quando lhe oferecem 1000 dólares para matar os homens que cortaram o rosto de uma prostituta. Para o serviço, ele vai contar com a ajuda de um ex-pistoleiro e seu amigo de longa data Ned Logan Morgan Freeman. Durante sua jornada eles irão se deparar com o xerife da cidade Little Bill Daggett (Gene Hackman), que outrora já foi um fora da lei, mas atualmente defende sua cidade tratando os forasteiros da maneira mais violenta possível.

Em Os Imperdoáveis, Clint Eastwood volta ao gênero que o consagrou de maneira extraordinária. Além de fazer um magnífico resgate dos westerns, ainda ganhou o Oscar de Melhor Direção. O filme faz também uma clara referência ao personagem que interpretou e imortalizou nos westerns dirigidos por Sergio Leone em sua trilogia dos dólares: o Homem sem Nome. Aqui ele faz uma espécie de redenção ao personagem, mais velho e arrependido dos erros do passado. As interpretações de Clint Eastwood, Gene Hackman e Richard Harris, como o pistoleiro English Bob, são simplesmente fantásticas. Filme sensacional.


Cassino - Casino (Martin Scorsese - 1995) 

Em 1983, Sam "Ace" Rothstein (Robert De Niro) sai de um restaurante e entra em seu carro, que explode quando ele o liga. Sam, em seguida, começa a narrar a história, em flashes ele volta ao inicio. Voltando dez anos, Sam, em seguida, um apostador de esportes para a máfia, é confiada pelos chefões da máfia em Chicago para administrar o Cassino Tangiers, que está sob seu controle por meio de representantes corruptos do fundo de pensão "Teamsters". Sam está relutante em gerir o Tangiers, devido a sua ficha criminal, o que o impediria de gerir o cassino ,mas devido as leis relaxadas que regem os cassinos ele pode pedir uma licença para dirigir o cassino ,e enquanto ela não é julgada , o que pode levar anos , ele fica dirigindo o cassino. Devido a perícia de Sam os lucros do cassino duplicam rapidamente, que eram fraudados para a máfia antes que os fiscais da Receita Federal Americana descobrissem algo. Impressionado com o trabalho de Sam, os patrões enviam o amigo de Sam, o segurança da máfia Nicholas "Nicky" Santoro (Joe Pesci), para proteger Sam e todo o negócio. Tudo vai bem até que Sam resolve se casar com a prostituta de luxo Ginger McKenna (Sharon Stone).

Embora o filme tenha sido duramente criticado por alguns, por conta de sua violência excessiva, obteve uma resposta positiva de boa parte da crítica.

Sharon Stone foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz e ganhou um Globo de Ouro por Melhor Performance de uma Atriz em um Filme. Martin Scorsese também recebeu o Globo de Ouro de Melhor Diretor .


O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel; As Duas Torres; O Retorno do Rei - The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring; The Two Towers; The Return of the King (Peter Jackson - 2001/2002/2003)

Embora dividido em 3 partes, entendo que o Senhor dos Anéis deve ser encarado como um filme só. Por conta disso, resolvi citá-lo em seu todo aqui no blog, o considerando, porém, como um só filme.

Ambientados no mundo ficcional na Terra Média, os três filmes seguem o jovem hobbit Frodo Baggins em sua missão de destruir o "Um Anel", assegurando assim também a destruição de seu criador, o Senhor das Trevas Sauron. Para auxiliá-lo em sua tarefa, forma-se uma sociedade, composta por representantes dos humanos, hobbits, elfos e anões, encarregados de sua segurança pelos estranhos caminhos que terá que seguir. No entanto, a sociedade quebra-se e Frodo continua sua jornada sozinho, apenas acompanhado por seu amigo fiel, Samwise Gamgee, e pelo traiçoeiro Gollum, um dos antigos possuidores do "Um Anel". Ao mesmo tempo, o mago Gandalf e o humano Aragorn, herdeiro exilado do trono de Gondor, unem-se e juntam o Povo Livre da Terra Média em uma guerra, finalmente vitoriosa, contra Sauron.

Curiosidades:

- Cerca de 1.828 km de filme foram utilizados durante as filmagens;

-  Ao todo, 1.800 pares de pés de hobbit foram usados pelo elenco principal durante os três filmes da série;

-  O Senhor dos Anéis' é a sexta maior franquia de todos os tempos, atrás apenas de 'Harry Potter', 'James Bond', 'Piratas do Caribe', ‘Star Wars’ e 'Shrek';

-  Christopher Lee, que interpreta o mago Saruman no longa, é o único membro do elenco que conheceu o autor da saga, J.R.R Tolkien, pessoalmente;

-  Ao todo, foram usados 2.730 efeitos especias na trilogia. Na versão estendida, são 3.420.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

EUA, Novamente

Está feia a coisa para os americanos, principalmente para o Obama. Certamente essa não é uma das melhores semanas em sua história.

- Segunda-feira: um atentado terrorista durante a maratona de Boston matou 3 pessoas e feriu mais de 150;

- Terça-feira: um helicóptero militar que realizava um treinameno caiu perto da fronteira com a Coréia do Norte, bem em um momento onde as tensões estão à flor da pele na península coreana;

- Querta-feira: o congresso americano rejeita a proposta de Obama para maior controle na venda de armas.

Como se vê, a semana não está sendo das mais agradáveis para os americanos, principalmente para o mais importante (por enquanto) deles, o presidente.

Escrevi ontem sobre esse terrível e covarde atentado que foi realizado durante a maratona anual de Boston. Deixando de lado os aspectos inomináveis dessa agressão, coloquei que as autoridades americanas não haviam ainda usado o termo correto para se referir ao ato, que foi terrorista. Ontem, o ato já estava sendo classificado como terrorista. Especulei que ficaria mal para Obama ter um ataque terrorista em seu quintal, algo que não acontecia desde o 11 de setembro de 2001. Disse também que isso arranharia a imagem que Obama vinha construindo. Li, ontem, na Folha Online, um artigo que corrobora meu pensamento. Se tiverem paciência leiam aqui.

A jornalista que assina o artigo, escreveu ontem quase o mesmo que eu havia escrito anteontem, sobre as consequências políticas de um ato terrorista em solo americano justamente na gestão de Obama. Começa a ser visto como fraco e incapaz de defender seus cidadãos em seu próprio lar. A diferença é que ao contrário da jornalista, nunca, em momento algum achei que Obama fosse ou passasse uma imagem de durão. Muito pelo contrário, sempre me pareceu um molenga. Só não é mais molóide do que o plantador de amendoins Jimmy Carter, provavelmente o pior presidente que os EUA já tiveram.

Porém, como boa jornalista engajada e provavelmente de esquerda, a articulista não poderia deixar de dar uma de militante, comparando duas situações e momentos distintos, atacando o então presidente Bush, que, quando foi informado do ataque sofrido em Nova Iorque ficou com um "ar aparvalhado", segundo ela. O que ela esperava? Sem querer defender Bush, mas o que ocorreu naquela ocasião foi muito mais chocante. Qualquer pessoa minimamente normal ficaria com uma expressão de perplexidade. Ou não? Não foi mostrado em vídeo, mas qual terá sido a expressão facial de Obama quando ficou sabendo do atentado desta segunda? Deu risada? Deu de ombros? Ou será que também ficou chocado? No caso de Obama ele só apareceu depois para o pronunciamente oficial, falando grosso e dizendo que vai prender e arrebentar, etc. É bom que faça isso mesmo. E, se conseguir, não fez mais do que sua obrigação.

Gostaria de comentar também, a notíca de ontem, sobre a derrota do governo na questão do projeto do controle de armas. Em um pronunciamento, ao falar sobre o assunto, Obama mostrou que, na verdade é um líder de papelão e se igualou à seu colega, o falastrão e boquirroto ex-presidente brasileiro, Luis Inácio Nunca-sei-de-nada da Silva, que, quando que sofria alguma (rara) derrota no congresso ou não conseguia o que queria, ficava chorando pelos cantos e se sentindo injustiçado, pois não fizeram o que ele desejava. 

Obama provou que seria um perfeito presidente populista da pior espécie do terceiro mundo, já que, como não teve o que queria, classificou como " vergonhosa" a legítima rejeição do senado americano à proposta do controle de armas. Obama não tem do que reclamar, não. Faz parte do jogo democrático. Pode perder ou ganhar. Dessa vez perdeu. Como bom terceiro mundista autoritário que é, não aceitou a decisão dizendo que perdeu apenas o 1º round, mas que ainda vai tentar aprovar o projeto. 

A questão aqui é muito mais ampla do que um projeto de lei para a verificação dos antecedentes de todos que pretendem adquirir uma arma de fogo nos EUA. A idéia parece lógica e sensata e ninguém em sã consciência se oporia à uma checagem do gênero. O que ocorre é que a derrota foi boa. 

- Mas por que se você mesmo disse que a iniciativa é válida? Você me pergunta. 

Muito simples. Tanto nos EUA, como aqui no Brasil, existe um grande movimento desarmamentista, cujos objetivos, além do óbvio de desarmar a população civil honesta e trabalhadora, não são muito claros. A justificativa de se desarmar o cidadão para evitar crimes é ridícula e não se sustenta à 2 minutos de questionamentos. Aqui, a coisa foi imposta na marra, e, mesmo com a derrota no referendo do desarmamento, o governo, desrespeitando mais uma vez a vontade da maioria, tornou praticamente impossível a aquisição de arma de fogo pelo cidadão de bem.

Nos EUA existe a mesma pressão por parte dos tarados desarmamentistas, dos quais Obama claramente faz parte. São uns oportunistas baratos que pegam um caso de exceção, mas de grande comoção pública, como o atentado na escola em Connecticut. Usam politicamente uma tragédia para atingir seus objetivos. 

Aqui foi a mesma coisa. A diferença é que os EUA tem 300 milhões de armas e uma taxa de homicídios de 4,2 por 100 mil habitantes. Aqui não se sabe ao certo quantas armas registradas e legais existem. Alguns falam em 2 milhões e, mesmo assim, com uma legislação extremamente restritiva, o número de homicidios por grupo de 100 mil habitantes é de 27,4, praticamente 7 vezes mais alta.

Acontece que o povo americano tem muito mais consciência de seus direitos do que os brasileiros e não vão cair na primeira cascata que contarem para eles. O direito de adquirir e portar armas de fogo é cláusula constitucional (2ª Emenda). Caso fosse aprovado o projeto que, a princípio parece bom e legítimo, seria apenas o começo. É aquela história do dar a mão que o outro já quer o braço inteiro. A coisa não pararia. Sempre iriam querer mais. Mais restrições e dificuldades para se comprar armas. É sempre assim. Por isso, não dá para ceder a primeira vez. Pois certamente haverá a segunda, a terceira e assim por diante. Isso não se aplica apenas ao caso das armas não, mas a qualquer tentativa de subtração de direitos, sejam eles quais forem.  

Vamos ver se agora, depois desse atentado terrorista de segunda-feira, Obama vai propor o fim da venda dos materiais que foram utilizados na confecção das bombas, como panelas de pressão, pregos, parafusos, etc.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Atentado em Boston

Como todos já sabem, nesta segunda-feira que passou, os EUA foram novamente vítimas de um ataque contra pessoas inocentes. O ato, desta vez, foi perpetrado durante a maratona anual da cidade de Boston. O atentado ocorreu perto da linha de chegada da maratona com a detonação de bombas caseiras que mataram 3 pessoas, entre elas um menino de apenas 8 anos e deixaram 176 feridos. Até agora ninguém ou nenhum grupo assumiu a autoria.

A partir do fato descrito acima, começa a pipocar na imprensa uma série de notícias e especulações, algumas as mais estapafúrdias possíveis, sobre possíveis suspeitos e motivos. Dessas, é possível observar e chegar a algumas conclusões:

O presidente americano Barack Hussein Banana, quer dizer, Obama, apareceu esbravejando na TV e garantindo que os culpados serão caçados e punidos. 

Certo. Não fez mais que sua obrigação. Porém, ao mesmo tempo, disse que era para se ter calma, para que as pessoas não tirem conclusões precipitadas antes de se ter todos os fatos. OK. Parece uma atitude muito ponderada. O problema é que Obama não teve, ainda, a coragem de chamar a coisa pelo devido nome: terrorismo. Puro e simples. Um atentado contra pessoas inocentes, que provoca morte e pânico nada mais é do que um ato terrorista. Obama, larga mão de ser mole e admita que foi um ato terrorista. Por que será que Obama não declarou o ato como terrorista? Já volto a esse tópico.

Uma das inúmeras bobagens que li a respeito do ocorrido sugerem que tudo isso foi uma sabotagem interna, orquestrada por algum órgão de segurança americano, com o intuito de preparar um teatrinho para uma possível invasão à Coréia do Norte. Isso só pode ser uma piada. Se os EUA quisessem atacar ou invadir a Coréia do Norte, já teriam a desculpa na ponta de língua, pois a própria já os ameaçou com um ataque nuclear recentemente. Por muito menos do que isso, ou quase nada, os EUA, com a ajuda da França e Inglaterra atacaram a Líbia. E qual seria o interesse dos EUA em invadir a Coréia do Norte? Qual a grande riqueza ou matriz energética fundamental que eles possuem que possa atrair os "gananciosos americanos" para outra guerra?

Aqui no bananão, li outras especulações totalmente descabidas sobre os atentados. No UOL uma "reportagem" que sustenta que o atentado pode ter relação com o debate sobre o controle de armas nos EUA. É pura especulação ideológica. Para os jornalistas engajados e militantes brasileiros, um ato tão nojento e covarde só poderia ter sido cometido por um bando de "direitistas reacionários capitalistas exploradores conservadores imperialistas nazistas facistas homofóbicos racistas e machistas" que são quem defende o direito de alguém possuir uma arma e se defender.  A matéria citada  não apresenta qualquer prova, evidência que comprove ou embase essa tese.

No entanto, a matéria acaba nos dando uma pista importante sobre minha pergunta 2 parágrafos acima, sobre a relutância de Obama em reconhecer o atentado como um ato terrorista. Na reportagem citada lemos o seguinte:  "Os EUA não assistiam cenas como as de Boston, com corpos ensanguentados, membros soltos e expressões de atordoamento e dor, desde os atentados perpetrados pela Al Qaeda em 11 de setembro de 2001."

Entendo que aqui é que está o X da questão. Obama não quer reconhecer que houve um atentado terrorista em solo americano sob sua gestão. Politicamente isso é terrível para ele. Passa uma impressão de líder fraco e que não consegue manter seus cidadãos em segurança. E, pior que isso. Se, desde o 11 de setembro de 2001 não acontecia um atentado terrorista dentro dos EUA, isso quer dizer que a política de segurança de seu antecessor, o amaldiçoado George W. Bush um "republicano malvado", foi mais eficaz que a sua, um "democrata bonzinho que só quer o bem de todos". Isso pega muito mal para ele. Mas deu sorte. E muita. Se fosse em ano eleitoral, provavelmente não conseguiria a reeleição.
Em relação ao atentado em si. É um ato asqueroso praticado por covardes desprezíveis. Nada justifica tal ato, e independente de quem sejam os autores ou quais os motivos que os levaram a praticar, devem ser punidos com o máximo rigor que a lei permitir. 

Caso sejam capturados, podemos ter certeza de que pagarão caro por seus crimes. Se fosse aqui no Brasil, levariam anos para serem julgados, isso se fossem descobertos e localizados, e certamente, seriam condenados a uma pena desproporcional com o crime, tendo direito, mais tarde a alguns benefícios como progressão de regime, livramento condicional etc.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Discoteca Básica de Rock Volume XV

Finalmente chego ao fim da minha série Discoteca Básica de Rock. Como disse quando a inciei, a idéia era apresentar 100 bons discos de rock que poderiam interessar a quem já gostasse ou tivesse interesse em rock'n roll de verdade. Evidentemente que tive que fazer diversas escolhas, o que deixou de fora vários discos e artistas, mas acho que já é um bom ponto de partida. Se tiver conseguido despertar o interesse ou abrir horizontes de apenas 1 pessoa, para mim já valeu.

A Discotca Básica de Rock em números:

5 discos por semana
20 semanas
100 discos
85 artistas diferentes
350 links para músicas

Deu um trabalhão. Com certeza não farei a parte 2.

Os últimos 5 discos são: 


Traffic - Mr. Fantasy (1967)

O Traffic é uma banda com sua história cheia de idas e vindas. Começou como um projeto comunitário de 4 amigos que, deveriam compor, morar e gravar juntos e em colaboração. Centrado na figura do compositor/vocalista/tecladita/guitarrista Steve Winwood (ex-Spencer Davis Group), a banda começou com altos e baixos logo em seu início, pois o guitarrista Dave Mason muitas vezes compunha sozinho, tomando para si o lugar de força criativa no grupo. Isso, obviamente, desagradou seus companheiros. A princípio Mason, depois de lançado o 1º disco, saiu da banda. Isso causou problemas para os membros restantes atuarem como um trio, os forçando a chamar Mason novamente para compor o grupo. Mason retornou e eles lançaram o disco chamado simplesmente de Traffic. Pouco depois de iniciar a turnê dos disco, Mason foi despedido pelos demais integrantes. Depois, foi a vez de Windwood deixar a banda para se juntar ao Blind Faith dos remanescentes do Cream Eric Clapton e Ginger Baker, ao mesmo tempo em que os outros membros do Traffic, Jim Capaldi e Chris Wood se uniram novamente à Mason e ao tecladista Wynder K. Frog, para retomar a banda. O Blind Faith só lançaria um álbum, fato esse que fez com que Steve Winwood lançasse carreira solo. Não demorou muito e ele chamou os ex-companheiros Jim Capaldi e Chris Wood para se juntar a ele e logo retomaram o Traffic, mais uma vez.

Mr. Fantasy é o 1º trabalho do Traffic e um disco fantástico. Foi lançado mais de uma vez em diferentes edições, pois, logo na 1ª foram deixadas de ledo as músicas compostas por Dave Mason que havia deixado o grupo. Nos EUA, a mudança foi tão drástica que o próprio nome do disco foi alterado para Heaven Is In Your Mind. Apenas em 2000 o selo Island lançou as gravações originais em mono, completas e com mais algumas bônus tracks, incluindo alguns singles de sucesso que haviam sido lançados anteriormente à Mr. Fantasy.


Alice Cooper - Love it to Death (1971)

Originalmente havia uma banda chamada Alice Cooper, liderada pelo vocalista Vincent Damon Furnier. Sob sua liderança, o Alice Cooper foi uma das primeiras bandas a adotar uma temática bem teatral, mesclando violência com o hard rock unicamente com o objetivo de chocar. Depois que o grupo se desmentelou, Furnier assumiu para si o nome Alice Cooper e se lançou em carreira solo. Na ativa até hoje, seus shows não tem mais tanto exagero e apelação como antes, mas ele ainda se mantém como o rei do rock chocante.

Love It To Death é um clássico do hard rock, tendo sido produzido pelo lendário Bob Ezrin. Com sua assistência, a disco chegou ao número 35 nas paradas e emplacou a 21ª posição com o hit I'm Eighteen. Além de I´m Eighteen, e de seu outro hit, Is It My Body, o disco é muito sólido e permite uma audição consistente do seu início ao fim.



Uriah Heep - Salisbury (1971)

Para quem não seba, o Uriah Heep foi uma das mais importantes e populares bandas de hard progressivo do início dos anos 70, mesclando muito bem elementos carcterísticos do progressivo com o peso típico do hard rock da época. O resultado é excelente. A banda tinha uma formação com músicos extremamente talentosos como David Byron e Mick Box, além do genial Ken Hensley. A banda começou a experimentar uma queda de popularidade em 75 e, quando Byron deixou a banda em 77, sua derrocada estava completa. Apesar disso, seus remanescentes tentarem deixar a banda viva, não parando de lançar discos durante os anos 80, 90 e 2000. Porém, hoje o Uriah Heep não é nem sombra do que já foi um dia.  

Salisbury é o 2º disco da banda e apesar da crítica preferir Demons and Wizards, prefiro Salisbury a qualquer momento. É um disco excelente, sendo bem perceptível as influências tanto do hard rock, como do rock progressivo. A diferença em relação a outras bandas que tinham as mesmas raízes é que o Uriah Heep conseguia fazer muito bem a transição e mescla entre os 2 estilos.

Músicas-chave: The ParkTime to LiveLady in Black.

Aerosmith - Aerosmith (1973)

O quinteto de Boston, liderado pelo cariamático vocalista Steven Tyler, foi um dos maiores sucessos dos anos 70. Apesar do enorme sucesso que a banda conseguiu durante os anos 70, a banda passou por vários problemas sérios como a saída de alguns membros originais importantes como o guitarrista Joe Perry e os abusos de drogas e álcool que também assombravam  os membros. Eles voltariam em grande estilo depois da regravação de Walk This Way, pelo grupo de hip hop Run-DMC, em 1986. A partir daí, a banda estava pronta para sua volta triunfal, emplacando vários sucessos desde então.
Seu disco Toys in the Attic, de 75 marcou a arrancada comercial e artística do Aerosmith, mas prefiro os anteriores, principalmente o 1º, chamado simplesmente Aerosmith. Na verdade não sou grande fã da banda, mas reconheço a importância e considero seu 1º disco muito bom e merecedor de toda atenção.

Músicas-chave: Make ItDream OnMama Kin.


Kiss - Dressed to Kill (1975)

Claramente inspirado na teatralidade de Alice Cooper, o Kiss dispensa comentários. São imediatamente reconhecidos por qualquer um em qualquer lugar. Foi uma das bandas de hard rock mais populares dos anos 70, principalmente entra os adolescentes. Para esses o visual era mais importante do que a música em si. Claro que o Kiss tinha também apelo musical, fazendo um rock simples, descomplicado e muito legal de se ouvir.

Dressed to Kill foi o 3º disco dos caras e corresponde à grande virada comercial da banda. Foi o disco de Rock and Roll All Nite, o maior hit do Kiss até hoje. Puxado pelo sucesso de Rock and Roll All Nite, o disco foi um enorme sucesso, chegando ao Top 40 doa charts americanos. A música C'Mon and Love Me fez grande sucesso em Detroit, dando ao Kiss, pela 1ª vez o gosto de ter um sucesso tocado em rádio. Dressed to Kill pavimentou o caminho para o que viria a seguir: o maior sucesso comercial da banda, Kiss Alive!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

UFC - TUF 17 Finale

Neste fim de semana ocorreu a final da 17ª edição do reality show The Ultimate Fighter (TUF), com a luta que valia um contrato de 6 dígitos com o UFC , entre os finalistas Kelvin Gastelum e Uriah Hall. Além dessa, houve a 2ª luta feminina do UFC e um combate envolvendo o brasileiro Gabriel Gonzaga, o Napão. A luta principal da noite foi entre os galos Urijah Faber e Scott Jorgensen. Mais 8 lutas ocorreram, sendo 7 no card preliminar e 1 no principal. Hoje farei alguns rápidos comentários sobre essas 4 lutas em destaque.

A segunda luta do card principal (9ª da noite) tinha como atração os pesos pesados Gabriel "Napão" Gonzaga, do Brasil e Travis Browne dos EUA. Napão vinha de 2 vitórias seguidas e almejava entrar no Top 10 da categoria. Browne vinha de uma sequência de 13 vitórias interrompida justamente em sua apresentação anterior contra o brasileiro Antonio Silva, o Pezão, onde foi nocauteado. Dessa vez, o americano nem suou muito, pois precisou de apenas 1 minuto e 11 segundos para nocautear Napão, que lutou mal e foi punido severamente. Aqui é que a coisa complica, pois Napão foi apagado com uma sequência de cotoveladas desferidas por Browne, onde, pelo menos 3, acertaram em cheio a nuca de Napão, o que é proibido. O fraco árbitro deveria ter interrompido o combate e desclassificado Browne, ou então a luta deveria, pelo menos ser considerada NC (no contest - sem resultado). Até agora tudo foi considerado normal pela direção do UFC. Vamos esperar o desenrolar dos fatos. Acredito que tudo vai ficar como está.

Browne acerta cotovelada em Napão


A próxima luta da noite (a 10ª) foi a segunda na categoria feminina entre Miesha Tate, ex-campeã do Strikeforce e Cat Zingano, lutadora invicta, mas que havia participado apenas de torneios menores nos EUA. Tate já havia sido campeã em um grande torneio, mas foi superada justamente por Ronda Rousey, atual campeã do UFC e era a franca favorita. O 1º combate feminino do UFC já havia sido muito interessante, com a manutenção do título por Rousey e esse 2º só confirmou que a categoria feminina veio para ficar. Em uma luta simplesmente espetacular e cheia de alternativas e emoção, a "azarona" Cat Zingano conseguiu um nocaute magnífico após uma sequência de 4 joelhadas e 1 cotovelada certeiras em Miesha Tate. Isso, depois de ter perdido os 2 primeiros rounds. Miesha Tate, inclusive, ao término do 1º round, demonstrou pouco respeito por sua adversária, se apoiando em seu rosto para se levantar. Tal atitude, como seria de se esperar, deixou Cat Zingano furiosa. Zingano ainda perdeu o 2º round, mas no 3º deu tudo de si e simplesmente massacrou sua adversária naquela que recebeu o prêmio de Melhor Luta da Noite com justiça. Além de sair vencedora do combate, Cat Zingano será técnica, juntamente com a campeã Ronda Rousey na próxima edição to TUF americano e fará contra essa a disputa do título feminino dos galos do UFC. Promete.

Cat Zingano em uma das joelhadas que nocautearam Miesha Tate


A 11ª e penúltima luta da noite foi a grande final do TUF 17, com 2 lutadores pesos-médios perseguindo o mesmo objetivo: um contrato de 6 dígitos com o UFC. De um lado estava o jamaicano e franco favorito Uriah Hall que, durante o reality show, assombrou todo mundo ao mandar seus 4 adversários na casa direto para o hospital. Do outro, o americano Kelvin Gastelum, que, em todas as suas lutas na casa do TUF, como agora no UFC era considerado o azarão. O que aconteceu dentro do octógono ninguém poderia prever. Uriah Hall não levou o combate a sério, achando que ganharia facilmente no momento em que bem entendesse, baixando sua guarda em vários momentos e fazendo muita firula, mostrando claro desrespeito por seu adversário. Kelvin Gastelum, por outro lado, entrou extremamente focado e concentrado e, mesmo com menos técnica e talento em relação a Hall, lutou muito bem e dominou as ações durante o combate. Ao final de 3 rounds, Gastelum foi declarado o vencedor em decisão dividida, porém justíssima. Esse Hall é certamente bom lutador, mas tem que levar as coisas a sério. Ficou brincando e fazendo gracinhas, baixando a guarda absurdamente, imitando Anderson Silva. Acontece que Anderson Silva só tem um. Hall foi penalizado com justiça por sua falta de profissionalismo. Certamente o veremos novamente no octógono, quem sabe, dessa vez lutando com seriedade.

Gastelum (por cima) domina Hall


O 12º e último combate da noite foi na categoria peso galo, entre o ex-campeão do WEC da categoria, Urijah Faber e Scott Jorgensen, ambos dos EUA. Faber é um grande lutador e só perdeu o cinturão interino da categoria porque do outro lado estava o excelente lutador brasileiro Renan Barão. Essa luta contra Jorgensen foi mais uma oportunidade para Faber mostrar o que sabe. Em uma luta prevista para 5 rounds, Faber dominou totalmente o 1º, porém viu seu adversário equilibrar as ações no 2º e 3º rounds. No quarto round, Faber voltou mais determinado e conseguiu aplicar um estrangulamento por mata-leão em Jorgensen. Ótima vitória de Faber que, juntamente com Renan Barão vai varrendo a categoria.

Urijah Faber aplica mata-leão em Jorgensen


Semana que vem tem disputa de título dos pesos leves entre o campeão Ben Henderson e Gilbert Melendez. Outra luta interessante será entre os pesados Frank Mir e Daniel Cormier. Nesse mesmo evento teremos a participação do brasileiro Hugo Wolverine, que é muito bom lutador.

Se tiver algo de interessante volto semana que vem para comentar.