quinta-feira, 14 de março de 2013

O Novo Papa

Tenho lido, visto e ouvido um monte de asneiras sobre a eleição do novo Papa e muito pouca coisa concreta sobre quem é o homem que agora será conhecido como Francisco.

No UOL, uma reportagem onde vários famosos dão sua opinião, falando obviamente um monte de besteiras, sobre um assunto do qual não tem nenhum domínio e nem idéia da dimensão de tudo isso. Em todo canto se diz que a igreja está ultrapassada, que não tem mais importância, que ninguém liga para isso hoje em dia, que é coisa de fanáticos, etc., no entanto, o mundo parou para ver quem seria o novo Papa. 

Assim que foi divulgado quem era, ao invés de esclarecer e informar corretamente o público, a imprensa resumuiu o assunto a um cardeal argentino chamado Jorge Mario Bergoglio, arcebisbo de Buenos Aires. As informações complementares diziam que Bergoglio é da ordem dos Jesuítas (1º Papa Jesuíta) e que adotou o nome de Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis. Evidentemente que já está sendo chamado de Chico.

A outra informação que chega é a de que,um jornalista argentino chamado Horacio Verbitsky o acusa de ter  contribuído para a prisão, em 1976, de 2 jesuítas que trabalhavam sob seu comando. Essa informação está repercutindo muito, como não poderia deixar de ser, nas redes sociais, onde praticamente todo mundo embarca bovinamente na onda dos boatos sem se preocupar em apurar ou conhecer melhor os fatos. Acontece que não há nenhuma prova nem indício da participação de Bergoglio no tal sequestro e que esse Horacio Verbitsky que é considerado fonte de informações fidedignas, é um puxa-saco abjeto do regime de Cristina Kirchner, do qual Bergoglio é opositor declarado. 

Além disso, Verbitsky era membro do grupo terrorista argentino Motoneros na década de 70, acusado de participar de um atentado que matou 21 pessoas em 1976 (aqui) e (aqui). É também acusado pelo jornalista argentino Carlos Manoel Acuña em seu livro “Verbitsky — De la Habana a la Fundación Ford”, de repassar para o governo cubano U$ 60 milhões provenientes do sequestro dos irmãos Born (Jorge e Juan), capturados por seu grupo em 75 e libertados apenas em 76. 

Aqui no bananão, evidentemente, ele também está sendo considerado um "respeitado jornalista". 

Se você tiver interesse (e paciência) e quiser saber mais sobre quem é o novo Papa, aqui abaixo um perfil de Jorge Mario Bergoglio, escrito pelo jornalista americano John Allen Jr., que publicou dia 10 deste mês os perfis dos principais candidatos a Papa:


Nascido em Buenos Aires, em 1936, Bergoglio é filho de um ferroviário que emigrou de Turim, na Itália, para a Argentina, onde teve cinco filhos. O plano original do cardeal era ser químico, mas, em vez disso, ele ingressou em 1958 na Companhia de Jesus para começar os estudos preparatórios para a ordenação sacerdotal. Passou boa parte do início da carreira lecionando Literatura, Psicologia e Filosofia, e muito cedo era visto como uma estrela em ascensão. De 1973 a 1979 foi provincial dos jesuítas na Argentina.


Depois disso, em 1980, tornou-se o reitor do seminário no qual havia se formado. Eram os anos do regime militar na Argentina, quando muitos sacerdotes, incluindo líderes jesuítas, gravitavam em torno do movimento progressista da Teologia da Libertação. Como provincial jesuíta, Bergoglio insistiu em um mergulho mais profundo na tradição espiritual de Santo Inácio de Loyola, ordenando que os jesuítas continuassem seu trabalho nas paróquias e atuassem como vigários em vez de se meterem em “comunidades de base” e ativismo político.


Embora os jesuítas sejam, em geral, desencorajados de receber honrarias eclesiásticas, especialmente fora de seus países, Bergoglio foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992, e depois sucedeu o adoentado cardeal Antonio Quarracino, em 1998. João Paulo II fez Bergoglio cardeal em 2001, designando-lhe a igreja romana que leva o nome do lendário jesuíta São Roberto Belarmino.


Ao longo dos anos, Bergoglio se aproximou tanto do movimento Comunhão e Libertação, fundado pelo padre italiano Luigi Giussani, que às vezes discursava no grande encontro anual do grupo, em Rimini, na Itália. Ele também chegou a divulgar os livros de Giussani em feiras literárias na Argentina. Isso acabou gerando consternação entre os jesuítas, uma vez que os ciellini, como são chamados os adeptos do movimento, já eram vistos com os principais opositores do colega jesuíta de Bergoglio em Milão, o cardeal Carlo Maria Martini. Por outro lado, isso tudo é parte do apelo de Bergoglio, um homem que pessoalmente se divide entre os jesuítas e os ciellini e, em maior escala, entre os reformistas e os ortodoxos da Igreja.


Bergoglio apoiou o ethos de justiça social do catolicismo latino-americano, inclusive com robusta defesa dos pobres. “Vivemos na parte mais desigual do mundo, que tem crescido muito, mas que pouco tem feito para reduzir a miséria”, afirmou ele durante um encontro do episcopado latino-americano em 2007. “A injusta distribuição de renda persiste, criando uma situação de pecado social que clama aos céus e que limita as possibilidades de uma vida plena para muitos de nossos irmãos.” Ao mesmo tempo, ele tende mais a se empenhar pelo crescimento em graça pessoal do que por reformas estruturais.


Bergoglio é visto como um ortodoxo inflexível em matéria de moral sexual e como convicto opositor do aborto, da união homossexual e da contracepção. Em 2010 ele afirmou que a adoção de crianças por gays é uma forma de discriminação contra as crianças, o que lhe valeu uma reprimenda pública por parte da presidente argentina Cristina Kirchner. Ao mesmo tempo, ele demonstra sempre profunda compaixão pelas vítimas da aids; em 2001, por exemplo, visitou um sanatório para lavar e beijar os pés de 12 pacientes soropositivos.


Bergoglio também marca pontos por sua apaixonada reposta ao atentado a bomba ocorrido em 1994 no prédio de sete andares que abrigava a Associação Mutual Israelita Argentina, em Buenos Aires. Foi um dos maiores ataques a alvos judeus já registrados na América Latina e, em 2005, o rabino Joseph Ehrenkranz, do Centro para a Compreensão Judaico-Cristã, ligado à Universidade do Sagrado Coração em Fairfield, no estado norte-americano de Connecticut, louvou a liderança de Bergoglio para superar a dor do episódio. “Ele estava muito preocupado com o que havia ocorrido”, disse Ehrenkranz. “Tinha vivido a experiência.”

Bergoglio pode ser fundamentalmente conservador em muitas questões, mas não é um defensor dos privilégios do clero ou um homem insensível às realidades pastorais. Em setembro de 2012, ele disparou um ataque contra os padres que se negavam a batizar crianças nascidas fora do casamento, classificando a recusa como uma forma de “neoclericalismo rigoroso e hipócrita”.

John Allen Jr. é um dos mais experientes vaticanistas da atualidade. Jornalista do site norte-americano National Catholic Reporter (http://ncronline.org/), ele também colabora com o canal de televisão CNN e com a National Public Radio norte-americana. Allen é autor de vários livros sobre a Igreja Católica, incluindo duas biografias de Bento XVI, uma delas escrita quando Joseph Ratzinger ainda era cardeal. Duas de suas obras foram traduzidas para o português: Opus Dei, mitos e realidade, de 2005, e Conclave, de 2002, em que ele descreve os rituais que envolvem a sucessão do papa e apontava vários favoritos para assumir o posto após a morte de João Paulo II.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mike Terrorista 2 - O Retorno

Lembram do Mike Terrorista? Falei dele aqui uns tempos atrás. Ontem, dando uma checada em alguns videos no Youtube, topei com um outro maluco chamado Kleber Atalla, conhecido como Klebão ou Tiozão.

Ao que parece Kleber e Mike são até amigos (não sei, carece de fontes fidedignas) e fazem parte de um grupinho de motoqueiros insanos que conta com a presença de outros malucos como Durval CarecaMumu que também tem canais próprios no Youtube.

Você deve estar se perguntando o porquê disso agora, sendo que já citei o Mike aqui antes.

Explico: Tinham comentado comigo que o Mike teria atropelado e matado um cara que atravessava em cima da faixa em SP. Procurei informações a respeito mas não achei nada na época  Isso deve fazer um mês mais ou menos. 

Na realidade, quem se envolveu no atropelamento não foi o Mike mas sim o Kleber Tiozão.

Ontem, ao mesmo tempo que descobri a existência de Kleber Tiozão, achei também esse video. Assista com atenção:

Que coisa, hein? É uma trágica ironia que um cara que faz tantas maluquices com a moto, se envolva em um atropelamento com um carro.

Como não podemos simplesmente acreditar em tudo que aparece na imprensa, continuei procurando e encontrei mais videos com detalhes interessantes sobre o que vai ai em cima.

O primeiro é a defesa (aqui) do próprio Kleber. Como dá para notar, mesmo podendo ser considerada incorreta ou imprudente, sua manobra não era proibida, pois inexiste no local qualquer sinalização que assim a considere. 

No decorrer da reportagem você percebe que é mostrado um trecho de outro vídeo onde o Tiozão arranca contra uma Ferrari, chamada ridiculamente pelo apresentador do telejornal de "carro de luxo".

Esse vídeo você pode conferir aqui.

O terceiro filme, mostra o que realmente aconteceu em relação a batida dele com o Punto vermelho. Assistam.

Tá todo mundo querendo o couro do Tiozão. Antes do acidente, foi ao ar essa "reportagem" do SBT sobre ele. Nela, ele sabe que vão dar um jeito de o pegarem. Parece que ele mesmo deu esse jeito.

Então, o que você me diz? Tiozão estava certo ou errado? Você acha que ele foi imprudente, mas está sendo crucificado injustamente (nesse caso) e tendo sua historia distorcida, ou é merecido?

Obs. No post sobre o Mike, afirmei que ele pilotava uma Honda Hornet branca. Confusão minha. A Hornet branca era do Tiozão. O Mike pilotava uma Yamaha XJ6, como bem havia me alertado o meu leitor Douglas. Obrigado! 


terça-feira, 12 de março de 2013

Discoteca Básica de Rock Volume X

Hoje 5 dos mais manjados clássicos do rock.

São eles:


The Rolling Stones - Let it Bleed (1969) 

Para mim, Let it Bleed, ao lado de Sticky Fingers (que já mencionei aqui) é o melhor disco dos Stones. Esse também pode ser considerado como o 1º disco deles sem o guitarrista Brian Jones, que havia morrido alguns meses antes de sua realização e que aparece em apenas 2 faixas. Jones foi substituído por Mick Taylor (que curiosamente toca em apenas 2 músicas também), e que ficaria nos Stones até o disco Black and Blue, de 76. É fato que os Stones nunca tiveram a consistência musical de seus maiores rivais - os Beatles - mas mesmo assim, Let it Bleed tem algumas de suas melhores composições e que são tocadas por eles até hoje. Além de excelentes composições próprias, o disco ainda abre espaço para Love in Vain, um cover do famoso Bluesman Robert Johnson.



Abbey Road -  The Beatles (1969)

O último disco gravado, mas o penúltimo lançado (o último lançado foi Let it Be, gravado anteriormente) pelos Beatles foi o canto do cisne para o quarteto de Liverpool. É certamente um dos melhores deles e também de todos os tempos. Diz a lenda que em Let it Be, o clima entre os integrantes da banda era insuportável, sendo amenizado apenas com a chegada do tecladista Billy Preston (considerado o 5º Beatle, e que todos adoravam). Quando o produtor George Martin disse para gravarem Abbey Road, que seria sua última vez juntos em estúdio, a coisa mudou totalmente e o clima era dos melhores e mais descontraídos. Tanto é que Abbey Road é infinitamente superior à Let it Be. Esse disco tem também uma característica bastante interessante. Ele é nitidamente dividido em 2 partes distintas. Dá para considerar a 1ª parte, ou o lado A do vinil, como sendo um disco "normal" e a 2ª parte, ou o lado B, como sendo mais experimental e conceitual, tanto é que não há praticamente musicas completas aqui, apenas fragmentos que são emendados uns aos outros. Embora possa parecer um tanto quanto estranho, o resultado final é fantástico e alguns dos melhores momentos do disco estão aqui.



Led Zeppelin (IV) - Led Zeppelin (1971) 

Com certeza o disco mais conhecido e reverenciado da banda é também um dos melhores de todos os tempos. O 4º trabalho do Led Zeppelin não chegou a ser nomeado pela banda, ficando então conhecido como Led Zeppelin IV, o que seria lógico, pois os anteriores foram o II e o III. Mas isso não importa muito, pois aqui, misturando elementos de hard-rock, blues e folk, os caras fizeram uma obra-prima. O Zeppelin é uma das maiores bandas de todos os tempos e a qualidade de seus integrantes é indiscutível. Prova disso é que nesse disco eles conseguem transitar do rock pesado de Black Dog até o folk de Going to California. Um clássico indispensável.



Queen - A Day at the Races (1975)

Poucas bandas representam tão bem os excessos dos anos 70 como o Queen. Musicalmente, era uma das melhores formações que se tem notícia, sendo que todos os integrantes eram bons. Sem exceção.  Freddie Mercury dispensa apresentações, mas os outros integrantes, como o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, estão entre os melhores do rock em suas respectivas funções. O Queen conseguiu também a façanha de transitar com a maior desenvoltura possível entre o hard-rock, o progressivo e o glam-rock. Outro fato digno de nota é que a formação da banda se manteve a mesma desde o início em 1971 até seu fim, quando morreu Freddie Mercury em 1995.

Os 7 primeiros discos do Queen, lançados entre 73 e 78 são excelentes, mas A Night at the Opera é seu ponto máximo. É um disco muito mais elaborado do que seu anterior, Sheer Heart Attack, que era orientado praticamente para o hard-rock. Aqui, o estilo permanece, mas muito mais floreado e com a introdução de outros vários elementos musicais, chegando ao cúmulo de misturar hard-rock e música clássica (sei que outros já fizeram isso também, mas o Queen foi o 1º). Algumas de suas músicas mais conhecidas são de A Night at the Opera. Se for para ter apenas 1 trabalho do Queen então tem que ser esse aqui.

Pink Floyd - The Wall (1973) 

É incrível que um disco tão ambicioso e com um tema tão anti-público, como o antipático e neurótico rock-star que odeia seus fãs, possa ter feito tanto sucesso e ser até hoje, juntamente com The Dark Side of the Moon, seu trabalho mais lembrado. Daqui saíram alguns dos maiores clássicos da banda e também do rock como um todo. Vendeu mais de 30 milhões de discos em todo o mundo. Em The Wall, o baixista Roger Waters, quase meteu os pés pelas mãos, assumindo o controle praticamente total da produção (das 26 músicas originais do álbum duplo, apenas 4 não foram compostas unicamente por Waters) e transformando seus dramas e fantasmas em uma ópera-rock. The Wall é claramente autobiográfico. The Final Cut, seu disco seguinte foi explicitamente uma homenagem à seu pai, morto na 2ª Guerra quando Waters tinha apenas 5 meses. Mas o que importa na realidade é a magnífica obra que The Wall se tornou.




segunda-feira, 11 de março de 2013

Redes Sociais e a Imbecilização Coletiva

Estava outro dia em um restaurente e um fato me chamou a atenção. Na verdade já havia observado isso inúmeras vezes, mas só agora resolvi escrever a respeito. A cena é a seguinte: uma mesa onde uma ou mais pessoas estão mais interessadas no que ocorre em seus smartphones do que com quem está com elas ali, fisicamente. 

Pode perceber que tal cena é bastante frequente. Alguém que está com você ali, na mesma mesa (pode ser em qualquer outro local), mas que na realidade não está ali. Está apenas de corpo presente. Fica checando suas mensagens e interagindo com uma ou várias outras pessoas através das redes sociais, enquanto te deixa ali tal qual um palhaço. Quantas vezes você já não viu isso acontecer? Não seia mais fácil, ou mais lógico, a pessoa estar fisicamente com quem tanto conversa? 

Resposta: Não!

Digamos que a Maria aceitou seu convite e saiu com você. Acontece que durante seu programa, Maria não desgruda do maldito telefone, interrompendo constantemente a conversa para "conversar" virtualmente com alguém através de alguma rede social, provavelmente Facebook. Vamos imaginar que Maria te deixa de lado para interagir com Carla. Se elas tinham tanta coisa para conversar, por que então não se encontram pessoalmente para isso? Porque aí não teria graça, certo? Caso Maria estivesse pessoalmente com Carla, provavelmente ela deixaria Carla de lado para conversar com outra pessoa através do Facebook.

A que ponto chegamos.

Por falar em Facebook, tem mais alguém aí que acha que o (praticamente) extinto Orkut era mais interessante, ou menos chato? Sei que são propostas distintas, mas o Facebook é muito monótono. Apesar disso, tem gente que não vive sem. Aliás, tem um monte de gente que acredito não consiga viver senão através disso. 

É impressionante como as pessoas se expõe numa coisa dessas. Falam de tudo. Contam tudo e não tem medo de expor suas opiniões e emoções.

O mais legal é quando alguém que está muito chateado, resolve mandar uma indireta pelo Facebook. É uma piada. Um monte de gente se sente atingida pela indireta e os comentários se multiplicam. Uma beleza. 

Outro dia estava lendo alguma coisa na internet (nem lembro mais do que se tratava), quando lá pelas tantas um cara fala algo assim: "imagine que você tenha apenas 1.000 amigos no Facebook...". Apenas mil amigos?! Sério, quem é que tem mil amigos? Quem conhece pessoalmente mil pessoas. Não digo se você já conheceu mil pessoas, mas se conhece e mantém qualquer espécie de relação ou vínculo com mil pessoas? Duvido. Que dirá uma relação de amizade com mil pessoas. É uma estupidez sem tamanho.

E quantas pessoas que você nem conhece e acaba adicionando apenas para fazer número? Para que isso? Você vai me perguntar se nunca fiz isso, certo? Claro que já. Mas qual o sentido prático disso?

Voltando um pouco, por que afinal de contas essas redes sociais, onde todos tem um monte de "amigos" que nem conhecem e não interagem (nem irão), tem tanta importância ou exerce tanto fascínio sobre as pessoas?

Acho que é porque ali as pessoas podem dar uma disfarçada em quem realmente são. Pessoalmente não teria como. Já percebeu como quase todo mundo no universo Facebook é rico, feliz, bonito, inteligente, sensível, sempre viajando ou fazendo alguma coisa interessante? Será mesmo?

Outro dia, um amigo da minha cunhada ficou alardeando que havia comprado uma moto que adorava etc. e colocou em seu perfil uma foto do modelo. Me mostraram a foto e achei um tanto quanto estranha. Após uma rápida pesquisada pelo google imagens, identifiquei a tal foto como sendo do anúncio publicitário da tal moto que o bonitão havia cortado o logo e texto do anúncio e publicado apenas a imagem. Muito bom hein?

Esse é apenas um pequeno exemplo de algo que deve se repetir inúmeras vezes por dia. E o que dizer da montanha de bobagens que algumas pessoas publicam e dos infinitos erros de português que vemos o tempo todo?

Alguém aí concorda comigo?

sexta-feira, 8 de março de 2013

Guia Básico de Cinema Capítulo XIV

Hoje, 5 filmes dos anos 80.


O Império Contra-Ataca - Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (Irvin Kershner - 1980)

Dando sequência ao episódio IV da saga Star Wars, Guerra nas Estrelas (Star Wars: Episode IV - A New Hope), de 1977, a aliança rebelde é praticamente desmentelada depois que sua base secreta no planeta gelado Hoth é descoberta e atacada pelo maldito Império. Durante a fuga para o ponto de reagrupamento, Luke Skywalker se separa de seus amigos e parte em busca do antigo mestre Jedi Yoda, outrora o mais poderoso de todos os Jedis, a fim de completar seu treinamento. Porém, quando ele descobre que seus amigos correm perigo, parte para encontrá-los, sem saber que se trata de uma emboscada do malígno Darth Vader para capturá-lo e atraí-lo ao lado negro.

O Império Contra-Ataca foi o 2º filme da trilogia original e é considerado por muitos (eu inclusive) como o melhor filme da saga. Aqui surgem novos elementos e várias explicações são dadas em relação ao que ocorre no 1º filme. Esse filme tem também uma atmosfera muito mais sombria que o anterior. É de O Império Contra-Ataca a frase mais famosa da saga e uma das mais famosas e utilizadas do cinema. O ponto alto, é claro, está no confronto entre Luke e Vader, com sua surpreendente revelação final que provoca uma reviravolta na estória que terá seu desfecho somente em O Retorno de Jedi.  

Ganhador do Oscar na categoria Melhor Som. 



Os Caçadores da Arca Perdida - Raiders of the Lost Ark (Steven Spielberg - 1981)

Em 1936, o professor de arqueologia e aventureiro Indiana Jones (Harrison Ford) é chamado pelo governo americano para procurar a Arca da Aliança (o baú feito pelos israelitas para guradar as tábuas dos mandamentos de Moisés) antes dos nazistas, pois Hitler quer usar seu poder para tornar seu exército invencível. Em sua caçada ele vai precisar da ajuda de sua antiga namorada Marion (Karen Allen) e passará pelas montanhas do Nepal e Egito, para finalmente chegar a uma ilha isolada no Mar Egeu.

Os Caçadores da Arca Perdida foi filmado por Spielberg a apartir do roteiro escrito por seu amigo George Lucas. Lucas queria fazer um filme em homenagem aos seriados das décadas de 30 e 40. Seu roteiro foi escrito em 1973 e originalmente o nome do personagem principal seria Indiana Smith. Indiana era o nome do cachorro de Lucas. Ele e Spielberg se encontraram em Maui, onde ambos estavam de férias e Lucas contou a Spielberg sua idéia que a adorou. Inicialmente nenhum estúdio quis produzir o filme, até que chegaram na Paramount, mas mesmo assim tiveram que manter os custos baixíssimos. O fato é que é um filme brilhante e extremamente divertido, e que também foi um sucesso de público e crítica, ganhando o Oscar em 4 categorias.


The Terminator - O Exterminador do Futuro (James Cameron - 1984) 

Um ciborgue (Arnold Schwarzenegger) é enviado do futuro (2029 para 1984) com a missão de matar Sarah Connor (Linda Hamilton) e alterar dessa forma a história. Sarah é uma jovem que mais tarde será a mãe de John Connor, líder da resistência rebelde contra as máquinas que dominam o mundo em um futuro apocalíptico. Para evitar que isso aconteça, os rebeldes enviam Kyle Reese (Michael Biehn), um de seus membros, para proteger Sarah e acabar com a ameaça do andróide assassino. 

É um filme sensacional. Tenso, sombrio e divertido do começo ao fim. Sem dúvida um novo clássico da ficção científica. O papel do exterminador é perfeito para Schwarzenegger, pois nessa época ele ainda não era muito bom com as palavras, digamos assim. Portanto, quanto menos falas melhor. E o andróide não fala quase nada mesmo. Apenas 17 sentenças durante todo o filme. Apesar do orçamento baixo de apenas U$ 6,4 milhões, é um filme muito bem realizado e com ótimos efeitos especiais (para a época). Teve 3 sequências, sendo a 2ª, Terminator 2 - Judgment Day, considerada como o melhor dos filmes do exterminador por alguns (não por mim, ainda prefiro o original). As outras duas continuações são tão ruins que nem vou mencionar. Se você só viu da perte 2 em diante, não perca mais tempo e assista esse que é demais.


Clube dos Cinco - The Breakfest Club (John Hughes - 1985)

5 alunos adolescentes são obrigados a ficar em detenção por maus comportamentos durante um sábado, onde devem redigir um texto de mil palavras sobre eles mesmos. Esse grupo tão heterogêneo formado pelo esportista, o rebelde, a estranha, o estudioso e a patricinha, com o passar do dia descobre, a medida em que vão se abrindo uns com os outros, que tem muito mais em comum do que poderiam imaginar. 

Parece uma estória boba de filme de comédia adolescente típica da época mas não é. É um drama existencial muito interessante  que retrata bem a geração dos jovens dos anos 80 nos EUA. Ao contrário dos filmes de hoje em dia, são abordadas as personalidades de cada um através de vários diálogos bem elaborados. Lentamente as impressões superficiais que cada um tem de seus pares, que são bem característicos, vai sendo midificada e em seu lugar fica a realidade de cada um e que, mostra claramente que nada é o que parece. Apesar de não ser um roteiro brilhante e não ter atuações marcantes, todos os elementos formam um conjunto que funciona de maneira sensacional. O diretor John Hughes escreveu o roteiro em apenas 2 dias. As filmagens foram feitas em sequência e foram concluídas em menos de 3 meses.


De Volta para o Futuro - Back to the Future (Robert Zemeckis - 1985)

Escrito e dirigido por Robert Zemeckis, De Volta para o Futuro conta como Marty McFly (Michael J. Fox), acaba voltando acidentalmente ao ano de 1955. No passado ele vai precisar da ajuda de seu amigo e inventor da máquina do tempo, Dr. Emmett Brown (Christipher Lloyd) para conseguiur retornar a 1985. De acordo com Dr. Brown, ele não pode em hipótese alguma ter contato com nada nem ninguém em 1955, para não alterar os fatos futuros. Acontece que, acidentalmente ele teve encontros com seus futuros pais, o que alterou a forma como eles se conheceram.  Agora, além de tentar retornar ao futuro, Marty precisa garantir que seus pais se encontrem e se apaixonem para que ele mesmo possa continuar existindo.

Não tem nem muito o que falar desse verdadeiro clássico. Quem ainda não assistiu De Volta para o Futuro? Com certeza um dos melhores, mais conhecidos e mais divertidos filmes dos anos 80. A ação corre o tempo todo. O filme não cai nunca. Foi um grande sucesso de público e de crítica, tendo arrecadado em 1985 mais de U$ 380 milhões. Teve 2 sequências. A 2ª é um filme chato e confuso. O 3º é um pouco melhor e mais divertido, mas nada que chegue perto do original.Vale a pena ver ou rever.

   




quinta-feira, 7 de março de 2013

Rápidas - Comentários

Música: Morreu Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr. 

OK. Sempre achei esse Charlie Brown Jr. uma bela porcaria. Alguns conhecidos meus garantiam que as músicas de Chorão eram boas (algumas pelo menos). Me fizeram escutar uma certa vez e e, realmente não era ruim, mas também não era nada demais. Agora todo mundo é fã do cara. Ontem li que o abobalhado apresentador Marcos Mion colocou Chorão lado a lado com Cazuza e Renato Russo em termos de composições. Típico. Sempre que morre alguém famoso nesse país ou vira santo ou vira gênio.

Esportes: Overeem se machuca em treino e está fora do UFC 160.

O lutador holandês Alistair Overeem sofreu uma lesão não explicada durante seu treinamento e não terá condições de enfrentar Júnior Cigano no UFC 160. O duelo contra Cigano estava marcado para julho, sendo o 2º evento da noite que terá ainda a disputa dos pesados entre Cain Velasquez e Pezão. Essa lesão de Overeem está um tanto quanto estranha. Evidentemente ele sabe que levaria uma surra de Cigano, o que certamente decretaria seu fim no UFC. De acordo com um relatório médico, depois de sua luta com o Pezão, foi constatado que ele estava com seu nível hormonal muito baixo do normal, causa essa comum a quem usa esteróides durante muito tempo. Dessa forma ele adia o confronto contra Cigano e torce para que  a luta seja realizada em outro local que não Las Vegas, cuja comissão atlética não autoriza reposição hormonal para quem já foi pego no antidoping. Se a luta for no Brasil, por exemplo, ele faz a reposição com TRT e tenta a sorte contra Cigano no 2º semestre, que deve nocauteá-lo de qualquer maneira.

Política: Hugo Chavez está sendo sepultado hoje, pessoas esperam até 4 horas na fila para ver caixão fechado. 

Sem comentários. Parabéns ao povo venezuelano!

Internacional: The New York Times vira jornaleco.

Em artigo publicado no jornal New York Times (NYT), Lula da Silva diz que somente história vai afirmar papel de Hugo Chavez. O que é mais espantodo na notícia acima? Lula "escrevendo" um artigo no NYT ou o NYT publicando um artigo de Lula? Por mais improvável que pareça, é Lula escrevendo. Obviamente que não foi Lula que escreveu o artigo. Ele seria incapaz. O fato de ter seu artigo publicado no NYT chama menos atenção, pois o jornal a tempos já não é mais o que era e como se pode ver claramente dá espaço para qualquer um que se alinhe com a linha editorial do mesmo. Além do mais faz tempo que o NYT já não é mais o meio de comunicação mais importante de todos. Hoje sua tiragem está no patamar que estava nos anos 50.

Internacional II: Coréia do Norte ameaça EUA com ataque nuclear preventivo.

É sempre a mesma coisa com esses norte-coreanos. Provocam e quando são ameaçados com sanções, usam o artifício do ataque nuclear. Certamente devem estar precisando de dinheiro e não querem pedir, então fazem esse circo todo e quando chega a grana, eles se acalmam. Já aconteceu várias vezes e vai acontecer de novo. Pode apostar.

 



quarta-feira, 6 de março de 2013

Celebridades

Antes de continuar lendo, assista esse vídeo.

Legal hein? A proeza que você acaba de ver, foi "produzida" em uma localidade chamada Rio das Ostras, uma praia que, como pode ser claramente observado nas imagens é frequentada pela nata da sociedade carioca. 

A protagonsita dessa verdadeira obra-prima é Wanderléia dos Santos, de 41 anos. Ao que tudo indica ela foi abordada pelo outro protagonista da ação e convidada por ele para irem até o mar para se conhecerem melhor. O resultado está aí em cima. O vídeo fez enorme sucesso. Como você pode imaginar Wanderléia se tornou praticamente uma celebridade, chegando a dar entrevistas para alguns programas sensacionalistas de alto nível, como o Cidade Alerta, da Record.

Agora assista isso aqui

Se alguém ainda não havia visto, é um vídeo do atacante Fred do Fluminense demonstrando a imensa dificuldade de se "pegar" uma garota qualquer quando se é um jogador famoso dirigindo um Cayenne. Reparem na hesitação da moça assim que ela é abordada pelos marmanjos. É nítido seu conflito moral em beijar ou não Fred. Depois desse episódio, a moça ficou conhecida como morena do Fred. Isso mesmo. Ela não tem nome. Seu nome a partir de agora é "Morena do Fred".
  
Finalmente, veja isso

É um vídeo com Morena do Fred em um programa de TV, coincidentemente também da Record. 

OK. Agora você me pergunta o que as situações mostradas nos vídeos tem a ver umas com as outras?

Respondo: Tudo!

Morena do Fred, está cobrando cerca de R$ 2.500,00 por uma entrevista e não descarta a hipótese de posar nua para alguma revista (isso quer dizer "me convidem que aceito") e já pensa em iniciar uma carreira artística. Uau!

Por outro lado, nossa pobre Wanderléia só apareceu em programas policiais, mas apareceu.

A semelhança é essa: pessoas que não são ninguém, mas que por algum ato seu, por mais reprovável que seja, é lançada instantâneamente à fama, mesmo que daqui a 1 semana ninguém mais venha a se lembrar. O expediente não é novidade. Nos EUA temos 2 exemplos notórios de pessoas que viraram "celebridades" devido a divulgação de vídeos pouco recomendáveis: Paris Hilton e Kim Kardashian. Nesse caso, ao contrário das brasileiras, elas já eram muito ricas então o que valeu mesmo foi a fama.

Parece que todos querem ser uma celebridade. Mas afinal de contas o que diabos é uma celebridade? Uma vez li a definição perfeita em um livro do Paulo Francis, onde ele dizia que celebridade era alguém famoso mas sem qualquer utilidade. Perfeito! Se você tem alguma ocupação artística e é reconhecido por isso você não é uma celebridade, certo? Você é um músico, ator, pintor, etc.

Existe também o conceito de sub-celebridade, ou seja, alguém que é mais inexpressivo e inútil do que uma celebridade, porém desfruta de certa notoriedade, certamente passageira. Nessa categoria se incluem as pessoas sem nome, como mulheres-fruta, miss bumbum, panicats e afins.

Voltando às brasileiras, Morena do Fred tem tudo para se firmar como uma autêntica sub-celebridade. Wanderléia, não. Mas por que não se o ato dela foi ainda mais escrachado que o de Morena? Simples. Ela é muito feia. Demais. E isso é pecado mortal no mundo das sub-celebridades. Se fosse um pouco mais bonita certamente teria lugar no programa do Gugu, Britto Jr., Faustão entre outros menos cotados.

Certa vez o artista plástico americano Andy Warhol disse a célebre frase de que no futuro todos teriam 15 minutos de fama. Parece que ele estava coberto de razão, pois se até a Wanderléia conseguiu, acho que qualquer um consegue. 

Eu certamente ainda não tive os meus, mas quem sabe consigo se fizer alguma coisa bem vergonhosa?