sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UFC 163 Aldo vs Zumbi Coreano - Palpites

Mais um grande evento que se aproxima: UFC 163 com direito a disputa do título dos penas entre nosso querido Zé Aldo e Chan Sung Jung, o Zumbi Coreano. Além dessa, teremos a oportunidade de ver vários brasileiros em ação (já que o evento é no Rio), como Lyoto Machida, bem como a estréia da brasileira Amanda Nunes, que encara a alemã Sheila Gaff. Vou dar alguns prognósticos rápidos sobre alguns dos combates programados.

Amanda Nunes X Sheila Gaff: Estréia de outra brasileira na organização. Dessa vez é Amanda Nunes, que vai enfrentar a alemã Sheila Gaff, conhecida como "The German Tank". Apesar de menos experiente que sua oponente, acredito que Amanda Nunes deve ter um melhor rendimento em relação à Jessica Andrade (que lutou e perdeu semana passsada), já que seu estilo combina bem com o de Sheila Gaff, uma vez que ambas gostam de lutar em pé. Amanda é uma striker por natureza que ganhou a maioria de suas lutas por nocaute.

Palpite: Amanda Nunes vence por nocaute técnico.


John Lineker X José Maria Tome: Já pelo card principal teremos um combate interessante entre o paranaense John Lineker e José Maria, o No Chance, pelos moscas. Lineker tem o apelido Hands of Stone e não é por acaso. O cara bate muito forte e tem um poder de nocaute fora do comum para a categoria. O problema é sua enorme dificuldade de bater o peso. Se conseguir, deve fazer um grande combate contra No Chance, que é um lutador muito experiente com 33 vitórias e apenas 3 derrotas em seu cartel. Ambos tem a maioria de suas vitórias por nocaute ou nocaute técnico, o que deve tornar a luta bem movimentada. 

Palpite: John Lineker vence por nocaute.


Lyoto Machida X Phil Davies:  Na 2ª luta mais importante do evento, o brasileiro Lyoto Machida enfrenta o americano Phil Davies. Muito festejado por Dana White, o wrestler Phil Davis é, na minha opinião, um lutador extremamente superestimado, embora tenha derrotado alguns nomes de peso da categoria como Alexander Gustaffson (próximo desafiante de Jon Jones ao título dos meio-pesados) e Minotouro. Sua única derrota foi para o mediano Rashad Evans, que foi espencado por Lyoto. Lyoto é um lutador muito mais completo e versátil que Davies e, na minha opinião, seu estilo de luta será péssimo para o americano.

Palpite: Lyoto Machida vence por decisão.


José Aldo X Chan Sung Jung: Mais uma defesa de título de José Aldo que está invicto no UFC. José Aldo é o franco favorito, com 22 vitórias e apenas 1 derrota em sua carreira, estando invicto há 15 lutas e tendo 13 de suas vitórias por nocaute. Além disso, Aldo venceu um número muito maior de oponentes qualificados que seu adversário, como Frankie Edgar, Chad Mendes, Kenny Florian e Urijah Faber. O Zumbi Coreano, por sua vez, tem também um bom cartel, com 13 vitórias e 3 derrotas. Ao contrário de José Aldo, o coreano obteve a maioria de suas vitórias (8) por finalização, sendo esse o único caminho para ele no combate. Se ficar em pé na frente de Aldo será nocauteado. O problema, para ele, é que José Aldo tem uma ótima defesa de quedas e se vira muito bem no chão. Entendo que as chances do Zumbi Coreano derrotar José Aldo são muito reduzidas.

Palpite: José Aldo vence por nocaute.

É isso aí, segunda-feira volto com os resultados e análises das lutas.



quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Crítico Criticado

Há uns tempos atrás li, em uma coluna do crítico de música do Régis Tadeu, um artigo seu bem interessante que falava dele mesmo e das críticas que faz e recebe. Isso me levou a algumas ponderações que gostaria de colocar aqui.

Primeiramente, para quem não conhece, Régis Tadeu é um crítico musical com uma coluna no Yahoo! e que já foi editor de revistas especializadas, bem como já participou de vários programas de TV. Goste-se ou não do estilo do cara ou do que ele escreve, uma coisa é inegável: Régis sabe o que diz e entende do assunto. O maior problema não é exatamente o que é dito ou escrito por ele, mas a maneira. Régis tem um estilo extremamente direto e sarcástico, que na maioria das vezes é considerado ofensivo. Eu, particularmente gosto desse estilo, mas muitas pessoas sensíveis se ofendem. Dou um exemplo para ilustrar. Digamos que você é fã do Luan Santana ou de sua cópia piorada, o Gusttavo Lima. Régis, assim como qualquer orangotango com meio cérebro, sabe que ambos são "artistas" pavorosos e que só demonstram o melancólico nível a que chegou a música brasileira que já teve momentos magníficos. Pois bem. Régis certamente afirmaria algo parecido com o que vai acima, mas iria ainda mais longe, dizendo, na sequência, que os fãs de tais artistas só podem sofrer de alguma espécie de demencia etc. e tal. Mesmo falando a verdade mais cristalina, Régis teria ofendido a vários dementes com essas afirmações. 

Mas afinal de contas, por que falei tudo isso?

Simples. A parte de comentários na coluna do Régis é sempre movimentada. Na maioria das vezes é frequentada por pessoas que dizem odiá-lo e falam que ele só escreve besteiras. 

Esse é o ponto que gostaria de chegar. Um dos argumentos mais utilizados pelos ofendidos de plantão é a desqualificação. Tais pessoas, como não tem um argumento válido, tentam desqualificar o colunista dizendo que na realidade Régis só fala mal desses (e outros) artistas porque na realidade é um músico frustrado. Para essa gente, todo crítico de música não passa de um músico que não deu certo e, portanto, destila sua raiva e recalque através de suas críticas. Pura besteira. 

Régis, certamente farto de aturar argumento tão rasteiro, escreveu uma coluna na qual fala a esse respeito e conta de suas experiências musicais etc. Acho que ele dedicou tempo demais ao tema e se expôs desnecessriamente. Esse argumento do "todo crítico é um músico fracassado" é muito fraco, podendo ser respondido facilmente.

Mas, como disse incialmente, essa coluna me fez pensar no assunto, o que me levou a algumas reflexões:

1 - Realmente tem pessoas que se ofendem com qualquer coisa;

2 - A relação de alguns fãs com seus ídolos é muito interessante, pois alguns defendem com unhas e dentes uma pessoa que nem sabe de sua existência;

3 - Falar mal (discordar ou não gostar) de algo ou alguém que seja admirado por outra pessoa, na maioria das vezes, vai acabar ofendendo essa pessoa, mesmo que você seja amigo dela;

4 - As pessoas não conseguem aceitar o contraditório;

5 - Na falta de argumentos contrários válidos à uma opinião embasada, seu interlocutor, na maioria das vezes, vai tentar desqualificar e atacar a você pessoalemente e não sua opinião;

6 - O brasileiro, no geral é muito passional e burro. Tem que aprender que, como bem disse o saudoso Paulo Francis, crítica é crítica e não ofensa.

Se eu estivesse no lugar do Régis Tadeu, responderia aos ofendidos de plantão, perguntando se, um crítico de cinema também deve ser um ator ou diretor frustrado, se um crítico de arte é um pintor ou escultor fracassado, se um crítico literário não passa de um escritor que não deu certo e assim por diante. Ou tal linha de argumentação só vale para os críticos de música? Pensem nisso.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

UFC on Fox 8 - Johnson X Moraga

Bem, como falei outro dia, às vezes um card despretencioso ou até mesmo fraco pode surpreender. E às vezes ele apenas confirma que era mesmo fraco. Foi o que ocorreu nesse sábado no UFC on Fox 8. Das 12 lutas programadas, apenas 4 se salvaram do tédio total.

Em relação aos meus palpites, acertei 50% com boa vontade, pois, apesar de Demetrious Johnson ter vencido, afirmei que seria por decisão. Quase. No final do 5º e último round, ele conseguiu aplicar um arm-lock em John Moraga e assim definir o combate. Meu outro palpite errei feio. Apostei na vitória da brasileira e quem venceu foi a americana.

A primeira luta interessante do evento foi a 6ª, entre Melvin Guillard e Mac Danzig. Guillard se impôs logo no início do combate. O 1º round foi mais de estudos por parte dos lutadores, mas mesmo assim, Guillard tomou a frente e dominou totalmente, achando a distância correta e controlando a luta. Na volta para o 2º round, Guillard voltou mais focado e agressivo, partindo para cima de Mac Danzig. Na metade do round, Guillard acerta ótimo golpe em Danzig que não resiste e despenca. Guillard não deu chance para o azar e partiu para cima de Danzig, o golpeando violentamente no ground and pound. Importante vitória de Guillard que se recupera após alguns resultados negativos.

Guillard enfia a mão na cara de Danzig

A 9ª luta da noite e 1ª do card principal, teve a estréia de Jessica Andrade, a bate-estaca, no UFC. Jessica foi a primeira brasileira a entrar no octógono. Sua adversária era a experiente e franca-favorita Liz Carmouche, que havia perdido a 1ª luta feminina da história do UFC para a atual campeã dos galos, Ronda Rousey. Apesar do nervosismo Jessica fez um bom 1º round. No começo Jessica teve alguma dificuldade com Carmouche e chegou a ser derrubada duas vezes, mas se recuperou, conseguiu aplicar uma ótima queda em sua adversária encaixando na sequência uma guilhotina que por pouco não finalizou a americana. Na volta para o 2º round, faltou um pouco de malandragem para a brasileira, que logo partiu para o confronto com Carmouche, sendo novamente derrubada. Dessa vez Carmouche conseguiu a passagem de guarda e durante praticamente todo o assalto castigou a brasileira com socos e cotoveladas. Dessa maneira não restou outra opção ao árbitro que não interromper o combate e decretar a vitória por nocaute técnico de Liz Carmouche. Jesssica Andrade é boa lutadora e provou que pode lutar de igual para igual com uma lutadora maior e mais forte como Liz Carmouche. Falta a ela um pouco de tranquilidade e saber dosar mais seu jogo, não partindo com tanto ímpeto para cima da adversária. Seu jogo de chão, quando em posição de dimínio é muito perigoso. Entendo que ela pode ter um bom caminho pela frente. Mas vai precisar aprimorar a estratégia e o jogo em pé.

Liz Carmouche castiga Jessica Andrade no chão

Na sequência veio o combate entre Robbie Lawler e Bobby Voelker. Lawler vinha de grande vitória sobre Josh Kosheck e Voelker, que havia sido chamado há apenas 15 dias para cobrir outro lutador lesionado, vinha de derrota. E, deu a lógica. O lutador em ascensão e mais treinado triunfou. Robbie Lawler aplicou um nocaute espetacular em Voelker logo no iníco do 2º round, após dominat totalmente seu oponente no 1º. Quando começou o 2º round, Lawler não perdeu tempo e acertou uma canelada certeira na cebeça de Voelker que despencou. Ainda deu tempo de aplicar mais um soco violentíssimo em Voelker antes que o árbitro interrompesse o combate. Vitória fulminante de Lawler que já é alguém a se prestar atenção na categoria dos meio-médios.

Lawler aplica o chute que abriu caminho para vitória contra Voelker

A luta mais aguardada do card era a a penúltima e não a disputa do título dos moscas. O combate entre Rory Macdonald e Jake Ellenberger tinha tudo para ser a luta da noite, mas foi a decepção da noite. Sem maiores comentários. Em um combate chato e burocrático, vitória de MacDonald por pontos.

O 12º e último combate da noite foi entre o campeão dos moscas Demetrious Johnson e o desafiante John Moraga. Sem suepresas. Vitória fácil de Johnson e manutenção do cinturão. Moraga falou um monte antes da luta e não mostrou absolutamente nada, sendo dominado totalmente durante todo o combate. Uma característica dessa categoria é a falta de nocautes, já que os lutadores são muito leves e não tem muito "punch". Mas, o que falta em força sobra em movimentação e agilidade e, no caso de Johnson, técnica. É umm excelente lutador e não é campeão por acaso. Apesar de ter achado que ele levaria a luta por pontos, me enganei positivamente, vendo seu oponente desistir verbalmente após a aplicação de um arm-lock.

Demetrious Johnson prepara o arm-lock que garantiu sua vitória

Grande vitória de Johnson que agora tem um problema de não haver desafiantes para ele na categoria. Uma opção, segundo ele mesmo seria uma luta casada contra o campeão dos galos (Dominick Cruz ou Renan Barão - interino). Outra opção, quem sabe, seria ele mesmo subir de categoria e lutar nos galos. Certamente teria rivais mais difíceis.

Próximo sábado tem mais, com disputa de título envolvendo brasileiro e outros combates que prometem. No decorrer da semana volto para fazer alguns prognósticos.

  

sexta-feira, 26 de julho de 2013

UFC On Fox 8 Johnson X Moraga - Palpites

Muito bem pessoal, nesse sábado 27/07/13 vai acontecer em Seatle o UFC on Fox 8 Johnson vs. Moraga, com direito a disputa de título dos moscas entre o campeão Demetrious Johnson, o super-mouse, e o desafiante John Moraga. 

Já sei o que vão me dizer. Que é um evento menor, que não tem tanto apelo etc. e tal. É verdade, mas esses eventos costumam surpreender bastante. Já assisti vários deles de má vontade e me surpreendi positivamente a medida que os combates transcorriam. Espero que ocorra o mesmo amanhã. 

Mesmo podendo ser considerado pouco atrativo, esses eventos são sempre ótimas oportunidades para conehcermos novos talentos que surgem a todo o instante. Além disso, há um fator de interesse para os brasileiros no geral e paranaenses em particular, pois haverá a estréia no UFC da lutadora de Umuarama  Jessica Andrade, conhecida como bate-estaca. 

Apesar de ser muito jovem (apenas 21 anos) e ter começado no MMA em 2011, já tem uma carreira vitoriosa com 9 vitórias e 2 derrotas em 11 lutas. Seu cartel é ligeiramente melhor que o de sua adversária, a americana Liz Carmouche que tem 8 vitórias e 3 derrotas em 11 combates. Outro fator importante é que a brasileira fará sua estréia logo no card principal da noite. 

A luta principal da noite terá a disputa do cinturão dos moscas. A categoria peso mosca é certamente e mais chata que existe para se assistir, uma vez que raramente ocorrem nocautes, devido ao baixo peso dos lutadores e seus golpes com menor força. Dessa maneira, a maioria dessas lutas é decidida por pontos. As outras lutas que assisti do campeão Demetrious Johnson foram assim. Por pontos. 

Palpite: Vitória do campeão Demetrious Johnson por pontos.

Na luta da brasileira Jessica Andrade, todas as estimativas e bolsas de aposta estão contra ela. Nas enquetes ela perde de 85 a 15 para Carmouche, que é a franca favorita. Isso se deve principalmente ao fato de que Jessica não é nem um pouco conhecida nos EUA. As duas lutadoras tem um estilo semelhante de lutar, preferindo o combate na trocação em pé. A brasileira bate forte e nocauteia, tendo também ótimo jogo de chão, pois domina bem o jiu jitsu e o judô. Prova disso é que o equilíbrio em seu cartel de vitórias, sendo 4 por nocaute e 5 por finalização. Tem tudo para ser uma grande luta.

Palpite: Vitória de Jessica por finalização.

Amanhã saberemos o resultado e na segunda-feira que vem volto para comentar. Vamos ficar na torcida pela brasileira.


terça-feira, 23 de julho de 2013

O Homem de Aço - Análise

Tudo bem, eu sei que esse filme já está em cartaz há mais de uma semana, pelo menos aqui em Curitiba, mas ainda não tinha encontrado tempo para falar a respeito. 

O Homem de Aço - Man of Steel (2013) é a mais nova adaptação ou tentativa de levar às telas o super-herói mais famosos de todos os tempos. 

Em 2006, o diretor Bryan Singer, trouxe uma versão chamada Superman - O Retorno, que contava com o confronto entre o Super-Homem e seu arqui-inimigo Lex Luthor, interpretado pelo ótimo Kevin Spacey. Acontece que o filme é uma porcaria total, que nem o talento de Spacey consegue salvar. Nesse novo filme, o vilão não é muito conhecido, sendo ele o General Zod. 

Em O Homem de Aço, acompanhamos a trajetória do Super-Homem a partir seu nascimento, pouco antes da destruição de seu planeta natal Krypton. Aqui, entendemos o porque de Krypton ter sido destruído: uso indevido e exploração sem limites dos recursos naturais. Até aqui aproveitam para enfiar goela abaixo dos incautos a paranóia ecológica. Ante a destruição iminente de seu planeta, Jor-EL (Russell Crowe), o pai do Super-Homem, decide enviar seu único filho para a salvação, justamente no planeta Terra, onde ele, Kal-EL (Henry Cavill), terá poderes extraordinários. Acontece que Jor-EL deve driblar seu outrora amigo e agora algoz General Zod (Michael Shannon), que não quer permitir o envio de Kal-EL à Terra. Zod e seus comparsas, após uma tentativa de golpe de estado, são presos em uma espécie de buraco negro, de onde conseguem escapar para ir atrás de Kal-EL, afim de utilizarem seu código genético para construir na Terra um novo Krypton. A missão de Kal-EL/Super-Homem é impedir que isso ocorra, pois para a Terra se tornar outro Krypton, toda raça humana deverá desaparecer.

Esse é o resumo da coisa. Esse filme, em relação com o de 2006 é um pouco menos ruim, o que não quer dizer de maneira alguma que possa ser considerado bom. Claro, seus efeitos especiais são ótimos, etc. e tal, mas hoje em dia é obrigação que os efeitos sejam bons, certo? A história é fraca e subverte totalmente o que conhecíamos de Super-Homem. Ao tentar dar nova dinâmica ao personagem, os roteiristas pisaram feio na bola. Tentaram das uma dimensão mais perturbada ao personagem. Aqui, ele não se aceita direito e está sempre fugindo dele mesmo e daquilo que será sua missão de fato. Herói perturbado é coisa para o Batman. Aliás, o Batman (dessa trilogia do Christopher Nolan) é perturbado e com razão. Na minha opinião, o Batman é mais um justiceiro do que um herói. Voltando ao Super-Homem, essa tentativa de humanizá-lo não ficou nada boa. Acho que o diretor tentou deixá-lo menos "coxinha". Não precisa. O Super-Homem sempre foi meio coxinha. É uma característica sua.

Em relação ao enredo em si, só posso dizer que os filmes (apenas os 2 primeiros) da série estrelada por Christopher Reeve como Super-Homem são bem superiores. Os atores e a estória em si são bem melhores, tornando o filme muito mais envolvente e divertido. Essa, inclusive, é uma falha e tanto dessa versão, pois o filme não tem humor em momento algum, tornando-se chato em várias sequências.

Em se tratando de elenco, a coisa piora ainda mais para O Homem de Aço, pois no 1º Superman, de 1978, Gene Hackman rouba a cena como Lex Luthor. Apesar de nunca ter sido um grande ator, Christopher Reeve é muito mais convincente como Super-Homem do que Henry Cavill. Até a eterna mocinha Lois Lane, que é interpretada agora por Amy Adams, era muito mais carismática (e chata) e tinha mais importância na época em que foi vivida por Margot Kidder. No filme que veio na sequência, Superman II (1980), o vilão é o mesmo General Zod, interpretado por Terence Stamp, que diga-se de passagem fez um vilão muito mais legal do que Michael Shannon. Aqui faço um aparte, pois várias críticas que li sobre O Homem de Aço, afirmavam que Michael Shannon roubava a cena como vilão. Na minha opionião não é bem por aí a coisa. Embora não seja nada difícil de se roubar a cena de um Super-Homem sem graça como Henry Cavill. Da maneira como a coisa é dita, até parace que ele está no mesmo nível do Coringa de Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas. Nada  a ver. Heath Ledger sim, conseguiu roubar não só a cena, mas como o filme todo, o que não deve ter sido tarefa fácil, pois Christian Bale é, comparativamente falando, um ator infinitamente superior a Henry Cavill.,

Então a coisa fica assim: se você gosta de super-heróis, muitos efeitos especiais, muitas explosões e pouco conteúdo, assista sem medo. Mas, se você acha que, mesmo sendo um filme de super-herói, a estória e a trama ainda são partes importantes do conjunto, assista assim mesmo, mas depois aconselho a tentar achar os filmes antigos, muito mais interessantes, divertidos e bem humorados.

    

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Curitiba Gastronomia - New York Cafe

É importante deixar claro que o New York Cafe, aberto em setembro de 2012, não é um local de comidas típicas americanas, mas sim de Nova Iorque. Parece semântica mas faz toda a diferença. O que interessa realmente é que é uma ideia inovadora e muito interessante que já deu certo. Curitiba precisava e tinha espaço para um local do gênero, tanto é que o fato de estar sempre lotado comprova isso. O New York Cafe é uma mescla de estilos, não sendo apenas uma cafeteria, nem um restaurante e nem tampouco um bar. É único.

AMBIENTE: Sensacional. A decoração é típica, com uma das paredes sem reboco e com várias fotos e posters com imagens consagradas como aquela em que John Lennon está com uma camiseta I Love NY ou então o Flatiron Building na famosa Madison Square, concluído em 1902. Outras paredes contam com grafites, adesivos e placas, como de metrô. Como o ambiente é pequeno, as mesas são poucas, mas bem distribuídas entre altas, baixas e com sofás. Há também a possibilidade de ficar em banquetas no balcão ou então ao ar livre. O banheiro é uma atração a parte. Muito legal.

ATENDIMENTO: Outro ponto a se destacar. O atendimento por parte dos garçons é impecável. Atenciosos, rápidos e educados, explicam muito bem o cardápio e são super solícitos.

COMIDA: Muito boa. São várias opções tanto de pratos frios, como quentes e sobremesas. Sem contar os cafés e milk shakes. Há opções para todos os gostos. Uma coisa interessante é a possibilidade de pedir qualquer ítem do cardápio, inclusive opções de café da manhã, a qualquer momento, inclusive a noite. Nesse caso há um ótima opção com um típico breakfast americano, com bagels, ovos fritos, bacon e hash browns. Outra boa opção são os sanduíches. Indico o NY Burger, servido com um hambúrger alto e cheddar de qualidade. Sensacional. As porções são também muito boas e bem servidas como a de onion rings e barata frita rústica. Vale a pena experimentar. Para sobremesa, indico a cheesecake com calda de frutas vermelhas. Excelente. Nada ver com as vendidas por aqui e bem próxima da americana, super equilibrada e de sabor delicado. Outro ponto que merece destaque é em relação à ótima qualidade dos ingredientes utilizados na confecção dos pratos.

PREÇO: Como se não bastasse, ambiente, atendimento e comida muito boas, o preço é também um destaque bastante positivo. Com preços justos, uma conta com entrada, um prato quente, sobremesa e refrigerante, deve ficar entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por pessoa.
Classificação final:

Ambiente:       * * * * *
Atendimento:  * * * * *
Comida:         * * * *
Preço:            * * * * *

Entenda a classificação:

Ótimo      =  * * * * * 
Bom         =  * * * *
Regular    =  * * *     
Ruim       =  * *       
Horrível   =  *      

Conclusão final: Vá sempre, nem que seja apenas para tomar um café.

Obs. Analisei como um mero consumidor e não como crítico profissional ou especialista gastronômico, pois não é meu caso. Maiores detalhes aqui

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Anderson Silva, Funcionário do Mês

A novela Anderson Silva ainda rende.

São tantas informações e especulações que cada vez mais é possível perceber (ao menos para mim) que AS realmente "entregou" a luta. 

Para confirmar o que digo, coloco abaixo 2 links de duas reações de Anderson frente a 2 derrotas em momentos distintos: a 1ª é quando ele perde no Pride Shockwave 2004 e a segunda é de sua derrota no último sábado 06/07/13 no UFC 162. Os vídeos são curtos, assistam:

Viram a diferença de reação?

Para mim pareceu que até o choro do Anderson desse sábado foi fake. 

Mas afinal de contas, se sua luta foi uma armação e sua reação também não foi das mais convincentes, o que de fato ocorreu? Certeza, obviamente ninguém vai ter nunca, mas dá para fazer algumas especulações a respeito. Já fiz algumas em meu post anterior. Como muita coisa aconteceu de lá para cá, já é possível ter outras leituras sobre o caso.

Afirmei que o Anderson perdeu porque quis. Mantenho a mesma posição. Tem um monte de gente que achou que Anderson foi palhaço, não respeitou seu adversário e foi punido por conta disso. Discordo totalmente. Em condições normais esse Weidman jamais conseguiria superar Anderson. Da maneira como a luta ocorreu, qualquer gordo segurando uma coxinha ganharia dele.

Minha opinião agora é a seguinte: Anderson é um funcionário do UFC. É empregado dos caras e deve fazer o que mandam. Simples assim. Muitos brasileiros estão indignados, dizendo que ele desrespeitou toda uma nação, que perdeua  credibilidade, que não representa mais o país, etc. e tal. 

Pura bobagem. Anderson não luta pelo Brasil ou pelos brasileiros, mas por ele mesmo e por contrato com seus empregadores. O UFC não é a Copa  do Mundo nem as Olimpíadas das lutas. É um negócio. Entendo que ele deve ter tido ordens de facilitar as coisas para o Weidman e o fez da maneira mais ridícula e escrachada possível. Lembram daquela corrida em que o Barrichello, depois de receber ordens da Ferrari, entregou para o Schumacher a poucos metros da bandeirada final escancarando a palhaçada? Brasileiro tem é que parar de ser babaca e começar a entender como as coisas são.

Logo após o término da luta, Anderson disse que não queria revanche nem lutaria mais pelo título. Dana White garantiu de que ele faria a revanche contra Weidman. Menos de 4 dias depois, Anderson já quer a revanche e que ela aconteça ainda esse ano. Ao que parece, Dana White está buscando um lugar com capacidade para 100.000 espectadores para realizar o confronto.

Alguém ainda acha que foi só uma mancada de AS? Mas afinal de contas, ele perdeu porque mandaram ou por puro tédio, desinteresse e vontade de ir embora? Não sei. Quem sabe um pouco das duas coisas.

De qualquer forma, de agora em diante Anderson merece a foto de "funcionário do mês" pendurada na parede do chefe.