sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Guia Básico de Cinema Capítulo XI

Hoje trago 5 filmes de 5 grandes diretores, sendo que 2 deles ainda não haviam sido citados aqui.

São eles:


Operação França - The French Connection (William Friedkin - 1971)

O detetive Popeye Doyle (Gene Hackman) e seu parceiro Buddy Russo (Roy Scheider), investigando um pequeno comerciante de sua cidade que está gastando muito acima de suas possibilidades, acabam descobrindo que um grande carregamento de heroína está para chegar nos EUA. Assim a dupla de policiais recebe ordens de trabalhar com 2 agentes do FBI, sendo que Doyle já tinha atrito com um deles, tornando a operação ainda mais complicada.

Esse é um dos melhores trabalhos do grande ator gene Hackman, que inclusive ganhou o Oscar de melhor ator por seu papel. Na época foi considerado extremamente violento, tanto é que teve a classificação R (restricted) da censura americana. Foi também o 2º filme com essa classificação a receber o Oscar. William Friedkin, então com 36 anos, foi o mais jovem a levar o Oscar por melhor direção.


Alien, O Oitavo Passageiro - Alien (Ridley Scott - 1979)

A nave espacial de mineração Nostromo, ao voltar à Terra, recebe um sinal de S.O.S. vindo de um planeta distante. Chegando no planeta, os tripulantes descobrem que o sinal está sendo emitido por uma nave alienígena abandonada. O 1º oficial Kane (John Hurt) descobre um compartimento com o que parece uma criação de estranhos ovos, um dos quais lhe ataca lançando um uma criatura que se prende a seu rosto. Os outros tripulantes o levam novamente para a nave a fim de colocá-lo em quarentena. Eventualmente a criatura morre naturalmente, e o que parecia ser um desfecho positivo se transforma num pesadelo quando descobre-se que a criatura usava Kane como hospedeiro para o verdadeiro monstro.

Alien é um clássico supremo da ficção cintífica e terror. O filme teve várias sequências que não chegaram nem aos pés do original. Recentemente o diretor Ridley Scott realizou o filme Prometheus, que faz referência a fatos ocorridos anteriormente no planeta em que os tripulantes da nave Nostromo encontraram a criação de Aliens. Não deve ser confundido com um filme da série.

A criatura Alien é criação do artista plástico suíço H.R Giger, o mesmo que fez algumas capas de discos famosos. Entre eles o mais marcante é Brain Salad Surgery do Emerson, Lake and Palmer.


Mississippi em Chamas - Mississippi Burning (Alan Parker - 1988)

Depois do desaparecimento de 3 ativistas dos direitos civis em uma localidade do estado americano do Mississippi no começo dos anos 60, 2 agentesdo FBI são designados para elucidar o caso. Além de ter que tentar resolver o caso sem poder contar com a colaboração de nenhum dos locais, eles ainda devem aprender a somar seus esforços e trabalharem juntos, pois quem comanda a operação é o agente Ward (Williem Dafoe), inexperiente e acabado de sair da academia e seu subordinado é o agente veterano e Anderson (Gene Hackman). Apenas com a união dos talentos dos 2 é que poderão chegar a verdade.

Não pense que Mississippi em Chamas é mais um daqueles típicos filmes policiais, onde apesar das diferenças tudo termina bem. Nada disso. É um filme forte, com cenas marcantes de violência e crueldade. É um filme excelente e um dos meus favoritos também.

O filme foi basedado em uma história real sobre o desapareceimento de 3 ativistas nas mãos da Ku Klux Klan. Aqui se trata da 3ª KKK, que ressurgiu depois do final da 2ª Guerra Mundial e se estende até hoje. Muita gente não sabe, mas a KKK já teve 2 outras formações anteriores e que eram muito mais fortes e influentes. A 1ª surgiu logo após o término da Guerra Civil Americana e durou pouco mais de 5 anos, sendo considerado um grupo terrorista  e sendo banido dos EUA. A 2ª KKK surgiu no começo do século XX e manteve-se até antes da 2ª Guerra. Essa que foi realmente poderosa e chegou a contar com mais de 4 milhões de membros, inclusive vários políticos. Hoje não reúne mais de 5.000 pessoas espalhadas em diversos estados, podendo ser comparada a qualquer grupelho radical.  


O Pagamento Final - Carlito's Way (Brian De Palma - 1993)

Al Pacino interpreta Carlito "Charlie" Brigante, um ex-condenado porto-riquenho que, no final dos anos 70, acaba indo trabalhar no clube noturno do seu advogado Davis Kleinfeld (Sean Penn irreconhecível) para administrar seu sócio corrupto. Mas Carlito só quer sumir dali, juntar dinheiro e mudar de vida nas Bahamas. Antes, porém, ele precisa reconquistar seu amor do passado e driblar seus antigos parceiros de crime.

Carlito's Way faz um ótimo resgate de filmes de gangster, além de ser um filme muito bom também, bem movimentado e com grande violência. Outro fator a se destacar são as atuações que estão fantásticas. Al Pacino encarna novamente o bandido cucaracha (antes havia feito o marginal cubano Tony Montana em Scarface) e Sean Penn está simplesmente irreconhecível como o advogado judeu corrupto e viciado. É um filme muito bom que vale a pena ser visto, principalmente por aqueles que gostam da temática de gangsters.


Estrada Perdida - Lost Highway (David Lynch - 1997)

Depois de um encontro bizarro em uma festa, Fred Madison (Bill Pullman), um saxofonista de Jazz é condenado pelo homicídio de sua esposa (Patricia Arquete). Já na cadeia, ele misteriosamente se transforma em outra pessoa, um mecânico chamado Pete Drayton. Pete atende os carros de Dick Laurent (Robert Loggia), um gangster violento que é casado com Alice, que é extamente igual à esposa de Fred. Estupidamente, Pete se apaixona por ela e juntos tramam um plano para tirar Laurent da jogada e ficarem juntos.
 
Admito que foi muito difícil escolher um filme de David Lynch. Todos eles são brilhantes e quase todos são extremamente malucos. Aqui não é diferente. Estrada Perdida começa e termina com a mesma frase, dita no interfone da casa de Fred Madison: "Dick Laurent is dead". Aqui começa a pancadaria. Não tente entender o filme, apenas assista. É  como essas pinturas abstratas. Não estão ali para serem entendidas e sim apreciadas. Ainda vou falar de pelo menos mais 1 filme de David Lynch, mas escolhi hoje Estrada Perdida, que é um dos mais intrigantes e desconcertantes.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Vira-lata 2, o Retorno

Em dezembro do ano passado, escrevi um post chamado Vira-lata (aqui), onde falava sobre a passagem do tenista suíço Roger Federer pelo Brasil e suas impressões a respeito.

Sou praticamente obrigado a voltar ao tema, pois está sendo realiazado em São Paulo, o Brasil Open de tenis, evento que acontece desde 2001 e faz parte dos torneios oficiais da ATP.

O que acontece agora, como o que já havia ocorrido na passagem de Federer por aqui, é que as instalações continuam a mesma porcaria, com o agravante de que naquela época já se sabia antecipadamente do calendário e obviamente todos tinham plena consciência de que o torneio estava chegando.

Claro que os organizadores não são de ferro e, como infelizmente grande parte dos brasileiros começam o ano após o carnaval. Sendo assim não deve ter dado tempo para que deixassem tudo nos conformes, até porque a coisa começou com o carnaval ainda rolando (no nordeste ainda deve estar rolando). 

É brincadeira esse tipo de coisa, o país quer passar uma imagem de que é capaz de receber grandes eventos internacionais, mas quando chega na hora H, a incompetência de sempre acaba reinando e nada sai 100%. Tudo fica meio capenga. Sempre é necessário fazer um remendo, como esse mostrado na foto abaixo, onde se utilizou o método de fixação das linhas errado na montagem da quadra:

Fiscais "arrumam" a linha da quadra utilizando recursos de última geração como prego e martelo. Foto Fernando Borges/Terra
  
Que coisa impressionante, não? Que papelão.

Os tenistas alemães Christopher Kas e Dustin Brown, que jogavam em dupla, se irritaram tanto com a péssima qualidade do local de jogo que proferiram alguns impropérios para se refeir ao mesmo, o que acabou lhes custando 1 ponto na partida.

Quem sabe algum deles deu uma "topada" na fitinha solta ou então acabou pisando no prego do conserto.

O gerente geral do Brasil Open, Roberto Burigo, deu uma explicação tipicamente brasileira e que explica perfeitamente tudo o que de errado acontece por aqui. Segundo ele "se as condições não estivessem jogáveis com certeza a ATP não permitiria que o jogo fosse iniciado". Ah bom. Assim está bem melhor. Se a quadra estiver "jogável" está valendo. Não precisa nem estar boa ou razoável, apenas jogável. Dá para fazer um paralelo com comida aqui. Imagine o seguinte diálogo entre o maître de um restaurante e algum cliente:

Cliente: - Maître, por favor, venha cá um instante.

Maître: -  Senhor?

Cliente: - Essa comida está uma porcaria, um verdadeiro lixo e ainda por cima é claramente perceptível que  foi utilizada carne de pescoço e não mignon como seria de se esperar. Essa comida foi "remendada".

Maître: - Permita-me discordar de sua observação, mas, embora o prato tenha sido remendado com outra carne que não a correta, ele está perfeitamente "comível", não fosse assim nosso chef não serviria!

Durante a tarde, um tenista espanhol tropeçou (por que será?) e acabou torcendo o tornozelo. Mais polido que seus colegas da Alemanha, ele considerou o fato uma fatalidade. Mas, outros tenistas consideraram que a causa do acidente foi a condição irregular do saibro. Irregular? O que quer dizer isso? Não entendo do assunto, mas acredito que a quadra deva ser (praticamente) lisa como um tapete e não cheia de irregularidades e buracos como a pista de testes da Volkswagen.

Armando de Fanti, gerente da Brascourt, empresa contratada pela Koch Tavares, promotora do Brasil Open, para montar as quadras saiu com a seguinte pérola deixando claro o nível de "excelência" do trabalho realizado: "Não vou dizer que está 100% porque nunca está, mas estamos fazendo o máximo possível para deixar melhor para os jogadores". Que história é essa de que nunca está 100%? Aposto que em Roland Garros, que tembém é disputado no saibro, sempre está 100%. Nunca está 100% aqui no bananão. Notem a segunda parte de sua resposta, onde ele afirma que estão fazendo o máximo para deixar melhor para os jogadores. Ou seja, vão resolvendo na base do improviso mesmo. Percebam que ele, em momento algum, usa o termo bom para se referir às condições das instalações, mas o termo "melhor". Ora, se a coisa é uma perfeita porcaria, qualquer coisa que se faça, por menor que seja, a deixará "melhor", certo?

Outras reclamações foram em relação à bola utilizada, muito pequena e que perde rapidamente os pelos que a recobrem, ficando parecida com um coco e de difícil controle por parte dos atletas, bem como em relação às adoráveis goteiras que apareceram durante os jogos para abrilhantar ainda mais o espetáculo.

Evidentemente que, para reforçar ainda mais o complexo de vira-lata natural do brasileiro, eis que surge um de nossos tenistas, para, com aquele misto de patriotada patética e indignação de botequim dizer que "ninguém é obrigado a ficar aqui e meter o pau na quadra" e que para ele a quadra estava "normal". Acho que ele quis dizer "jogável".

Mas não há de ser nada. Se as reclamações por parte dos tenistas estrangeiros continuarem, é só levá-los para conhecer algum "projeto social" em alguma favela ou se, apesar disso, a coisa ainda estiver feia, dá para levá-los (assim como com Roger Federer) às Cataratas do Iguaçu. Lá eles terão alguma coisa que funciona e certamente não estará remendada.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Discoteca Básica de Rock Volume VII

Dando sequência à Discoteca Básica, trago hoje 5 discos de 5 artistas solo dos mais importantes e que ainda não havia tratado. Ficou bem eclético.

São eles:


Bob Dylan - Blonde on Blonde (1966)
 
Tentar medir a influência e importância de Bob Dylan para o rock ou pop é simplesmente impossivel. Se considerarmos os anos 60, ele só encontrava rivalidade nos Beatles, que também foram claramente inspirados por ele.

Dylan passeou por várias vertentes do rock/folk/blues/country fazendo parcerias sensacionais como com The Band e outras pouco prováveis como com o Grateful Dead. É possível fazer um disco do gênero The Best Of apenas com suas músicas que foram interpretadas por outros nomes famosos como Jimi Hendrix, The Band, Joe Cocker, Jeff Beck Group, The Birds entre outros. Bob Dylan também inovou em outro aspecto, provando que podia cantar, mesmo com uma voz ruim e anasalada como a dele. 

Escolhi o álbum duplo Blonde on Blonde para representá-lo aqui. É um de seus melhores e mais conhecidos trabalhos.Sem maiores comentários. É ouvir e entender do que se trata e do porque de tanta influência.

Cat Stevens - Tea for the Tillerman (1970)

Mais um exemplo de artista orientado pelo folk-rock. Assim como a maioria dos outros que também são adeptos do gênero, Cat Stevens é excelente. Quem nunca ouviu não sabe o que está perdendo. Cat Stevens faz um som basicamentwe acústico e de alta qualidade, com músicas belíssimas tanto em melodia como em letras. Não há como sentir nada além de uma profunda paz e bem estar quando se ouve Cat Stevens.

Tea for the Tillerman é o 4º trabalho de Cat Stevens e ao lado de Mona Bone Jakon e Teaser and Firecat, forma a trinca essencial de seu trabalho. Também foi o disco que o colocou nas paradas americanas, atingindo o Top 20 dos EUA e chamando a atenção para Mona Bone Jakon, lançado anteriormente.

Ele ainda lançaria mais alguns discos durante os anos 70, especificamente até 78, quando deu uma guinada inesperada em sua vida, se tornando muçulmano e sumindo por muitos anos. Cat Stevens só voltaria a cena musical em 2006, agora se chamando Ysuf Islam, para lançar um novo disco e, em 2009, para gravar um cover de George Harrison de The Day the World Gets 'Round, em parceria com Klaus Voormann, que tinha uma relação muito próxima com os Beatles.



Elton John - Tumbleweed Connection (1970)

Você leu direito sim. Vou falar de um disco do Elton John. Esqueça o Elton John ridículo dos anos 80 em diante. No começo dos anos 70 ele era brilhante. Seus discos e músicas são sensacionais e você tem que ter um disco dele ao menos. Sem contar que o cara foi um enorme vendedor de discos até o finalzinho da década de 70 quando admitiu, em uma entrevista à revista Rolling Stone, que era bissexual. Mais tarde ele admitiria que na realidade é homossexual mesmo, gerando uma reação bastante negativa por grande parte de seus fãs. Mas isso não interessa. O que interessa mesmo é a obra em si e essa, pelo menos nessa época, é fantástica.

Tumbleweed Connection é um dos 3 melhores discos de Elton John e foi meu escolhido por não ser muito conhecido e ter músicas excelentes, que demonstram grande maturidade do artista. Além disso, dessa vez, Elton Jonh e seu parceiro de composições Bernie Taupin, resolveram se arriscar, não seguindo a fórmula de sucesso que já estava consagrada. Ao invés disso, fizeram um álbum quase experimental abordando a temática do oeste americano. O resultado você pode conferir abaixo.




Neil Young - Harvest (1972)

Neil Young é certamente um fenômeno. Considerando suas composições só pode ser comparado a Bob Dylan, mas com a vantagem de que desde que deixou o Buffalo Springfield, nunca parou de compor e lançar discos. Tirando os trabalhos que fez em parceria com o Crosby, Stills e Nash, conseguiu um feito incrível, de lançar 12 discos em 11 anos, sendo todos excelentes.

Escolhi Harvest por ser considerado seu trabalho mais conhecido e também por ter sido o 1º disco dele que comprei. Sem contar que é um dos poucos discos perfeitos. Todas as músicas são ótimas. Não há uma ressalva sequer. Certas coisas só vem com o tempo e o amadurecimento. Quando adolescente, mas já interessado em rock clássico, achava que Neil Young deveria ser só um caipira chato. Apesar de canadense, ou por causa disso, meio caipira ele é realmente, mas longe de ser um chato. Assim que tive a sorte de escutar Harvest pela primeira vez, um novo mundo de abriu para mim e hoje Neil Young é um dos meus 5 artistas favoritos. 

Se você ainda não ouviu nada dele, comece por aqui.

Músicas-chave: Out on the WeekendHeart of GoldOld Man.


David Bowie - Ziggy Stardust (1972)

Me desculpem mas vou usar aqui o mais que batido chavão "camaleão do rock" para falar de David Bowie. É batido, mas é a mais pura verdade, afinal que outro artista conseguiu tão bem se reinventar e perceber os rumos e tendências musicais e a elas se adpatar tão naturalmente? Só ele mesmo.

A obra de David Bowie começa no final dos 60, mas foi no começo dos 70 que ele realmente chegou lá. Com Space Oddity ele já mostrava do que era capaz, mas foi com o lançamento de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars que ele ganhou o mundo.


Chamado apenas de Ziggy Stardust, o disco é uma obra simplesmente fantástica. Bowie não apenas compôes e gravou um disco, por mais excelente que esse seja, mas criou para si um personagem que transcendia o próprio Bowie. Ziggy Stardust é uma obra obrigatória em qualquer coleção mediana de rock. É um disco perfeito, sem falhas. 

Me lembro de quando comecei a levar rock a sério não gostava de David Bowie, até que ouvi um disco chamado Pin Ups, só de covers. Ali as coisas mudaram radicalmente e passei a ser fã de carteirinha do cara. Depois comprei o espetacular Space Oditty e só então cheguei em Ziggy Stardust. 

Maravilhoso. Ouça e comprove.

Músicas-chave: StarmanLady StardustZiggy Stardust.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carnaval Curitiba 2013 - Samba X Rock

Deprimente. Triste. Ridículo. Melancólico. Lamentável. Piada. Grostesco. Piada sem graça. Piada de mau gosto. Você escolhe o adjetivo que melhor define o carnaval curitibano. Pode escolher apenas um ou então usar 2 ou mais em sua combinação. Você que sabe.

Ontem, conversando com meu irmão, esse me contou que havia, por uma dessas peças que o destino nos prega de vez em quando, sem querer, enquanto mudava de canal na TV, se deparado com a transmissão ao vivo pela TVE (Educativa) do desfile das escolas de samba de Curitiba.

Eu estava seriamente inclinado a não perder nem mais um segundo do meu tempo com um assunto tão enfadonho como o carnaval, mas depois dessa conversa reconsiderei.

Segundo o relato de meu irmão e uma rápida pesquisa na internet por conta própria, pude constatar a veracidade de suas informações. A transmissão do "desfile", teve narração e comentários durante toda sua duração. É inimaginável. Segundo li, o "grupo especial" de escolas é composto por 4! agremiações. Desde 2007 a organização é feita pela Fundação Cultural de Curitiba e não mais pela liga das escolas que desistiu da tarefa. Se a prefeitura tivesse um pouco de vergonha na cara cancelava já para o ano que vem essa palhaçada e dava uma folga ao bolso do contribuinte.

Outra informação interessente sobre o assunto é o fato de que esse ano o evento foi acompanhado por cerca de 2 mil pessoas. Isso mesmo 2.000 pessoas. Isto quer dizer 0,01% do total da população. Veja quanto interesse nosso carnaval de rua provoca nas pessoas. Aposto que uns 90% dessas 2.000 eram  parentes e amigos de quem desfilava.

Mas não para por aí não. Tamanho acontecimento também atrai uma quantidade significativa de turistas. Nesse ano sei que vários "turistas" da região metropolitana prestigiaram o evento, sendo que alguns, mais ilustres, foram inclusive entrevistados. É difícil fazer uma estimativa correta, tal é o apelo de um evento como esse, mas certamente haviam turistas de todas as partes como Pinhais, São José, Colombo, Fazenda Rio Grande e até mesmo Campo Magro. Um sucesso!

Por outro lado, um outro evento carnavalesco muito mais interessante para quem, assim como eu, gosta tanto de carnaval como de tomar injeção, é o Psycho Carnival. Para quem não sabe, o Psycho Carnival é um evento musical da cena psychobilly, que pode ser descrito como uma mistura de gêneros de rock, mais notadamente o punk do final dos 70 com o rockabilly dos 50.

Uma das coisas mais legais em relação ao festival são alguns eventos paralelos que são parte integrante do Psycho, como exposição de design, bazar de cultura custom e uma zombie walk (o pessoal vai literalmente fantasiado de zumbi e, aliás, em números, chegou aos mesmos 2.000 do "desfile" oficial).

Mas o mais legal não é nem isso. O festival, que em 2013 completa 14 anos, está apresentando, entre os 07 e 12 desse mês, 30 atrações musicais diferentes e de diversos países como Inglaterra, Suiça, França,  Bélgica e Argentina, contando também, é claro, com bandas nacionais.

Olha só que legal. De um lado um evento decadente e deprimente financiado com dinheiro público e que em uma única noite de apresentações reúne mal e porcamente 2.000 corajosos e de outro, um evento que há 14 anos ininterruptos é organizado e realizado pela iniciativa particular de Vlad Urban. Se apenas no Zombie Walk haviam 2.000 pessoas, quantas mais acompanharam e ainda vão acompanhar todo evento? Qual deles que consegue maior resultado financeiro? Qual que onera menos o bolso do contribuinte? 

Pensem aí e me digam se não é o caso de acabar com esse carnaval ridículo aqui de Curitiba e quem sabe apostar mais em eventos alternativos para quem não gosta mesmo do negócio? Acredito que um número cada vez maior de pessoas desgosta de carnaval. Tem turistas de verdade que vem para cá para literalmente fugir da barulheira e baderna. 

Não volto mais ao assunto carnaval. Quem sabe ano que vem, mas só para falar mal. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Guia Básico de Cinema Capítulo X

Chegando hoje a metade do Guia Básico de Cinema. Trago 5 filmes muito bons e, ao contrário do que vinha fazendo nas últimas semanas, não vou abordar filmes que tenham um tema ou diretor especifico.

Os 5 filmes de hoje são:


Matar ou Morrer  - High Noon (Fred Zinnemann - 1952)

O filme nos trás Will Kane (Gary Cooper), xerife de uma cidadezinha que, no dia de seu casamento com a quaker Amy (Grace Kelly), fica sabendo que ao meio-dia daquele mesmo dia, um criminoso que ele mandou para a cadeia virá a cidade em busca de vingança. O xerife Kane vai à população em busca de ajuda para enfrentar o bandido que vem acompanhado de mais alguns malfeitores para pegá-lo, mas só encontra resistência e abandono por parte daqueles que protegera até então. Instigado por sua esposa a fugir, Kane sabe que a única opção é enfrentar seu destino sozinho, ou então terá que fugir o resto de sua vida.

Matar ou Morrer é um clássico absoluto do cinema, sendo considerado pelo American Film Institute, como o 2º melhor do gênero de todos os tempos, só ficando atrás do excelente Rastros de Ódio (The Searches) que já tratei aqui em um post específico de westerns.  Esse filme nos trás também um detalhe interessante sobre a condição humana e seus relacionamentos interpessoais. A medida que o filme vai passando, o xerife Kane não encontra ninguém que o queira ajudar. Todos aqueles que eram seus amigos e o respeitavam até então, no momento de dificuldade simplesmente o abandonam solenemente. Já tratei desse assunto aqui.

Outra curiosidade muito interessante é que Matar ou Morrer transcorre em tempo real. O filme começa às 10:40 da manhã e vai andando minuto a minuto até o meio-dia, horário em que o criminoso chega à cidade.

Matar ou Morrer não é um típico western cheio de tiroteios e cavalgadas em alta velocidade. É mais um drama psicológico que faz um exame de consciência nos personagens, suas atitudes e consequências.


Meu Ódio Será Sua Herança – The Wild Bunch (Sam Peckinpah - 1969)
Bando de criminosos veteranos liderados por Pike (William Holden) e Dutch (Ernest Borgnine), já pensam em parar suas atividades, pois os riscos só aumentam e sua lucratividade está cada vez menor. Ainda por cima o peso da idade começa a cobrar seu preço. Mas o pagamento para roubar um carregamento de armas para um bandoleiro mexicano, o General Mapache, se mostra atrativo demais, todavia nem tudo dá certo e os velhos bandidos vão ter que enfrentar Mapache e seu exército.

Esse é realmente um filme que pode ser chamado de controverso, pois existem pessoas que o acham magnífico e gente que odeia ou acha superestimado. Além disso, o uso de violência estilizada também é criticado por alguns. Uma coisa que fica clara no filme é que ele retrata de maneira melancólica o fim de uma era. Como se passa em 1913, aqui é mostrado o fim do velho-oeste, dos cowboys. O General Mapache, tem um carro. O líder do bando, Pike, não carrega um Colt 6 tiros e sim uma Colt 45 M1911. Os próprios bandidos já estão velhos e decadentes.

As sequências de ação são absurdamente boas. Sam Packinpah, usa magistralmente o recurso de filmagem câmera lenta de determinadas tomadas para dar maior dramaticidade e amplificar o efeito impactante. O tiroteio final é simplesmente maravilhoso. Um dos, senão o melhor de todos os tempos. As atuações de William Holden, Ernest Borgnine e Robert Ryan (que já foi amigo de Pike e agora o persegue) são excelentes. É um filme sensacional que recomendo a quem realmente gostar do gênero.


Rocky – Um Lutador – Rocky (John G. Avildsen - 1976)
Conta a estória de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe medíocre da Filadélfia que trabalha de coletor para um agiota local. Enquanto isso se envolve com a irmã de seu amigo Paulie (Burt Young), Adrian (Talia Shire). Rocky é totalmente fracassado, até que surge a oportunidade de enfrentar o campeão mundial dos pesos pesados Apollo Creed (Carl Weathers) em uma luta de exibição que será realizada em sua cidade na noite de ano novo. Para isso ele precisará superar seus medos, fracassos e ainda a desconfiança de seu antigo treinador Mick Goldmill (Burgess Meredith).

Esqueça qualquer outro filme do Rocky que você possa ter assistido que não esse. Ao contrário dos outros que são uma palhaçada sem precedentes (embora divertidos), Rocky – Um Lutador é um drama sério. E bem feito também. Aqui não tem heroísmo nem glórias. Tudo é mostrado de maneira crua em um cenário operário durante o inverno cinza da Filadélfia.

Algumas curiosidades:

- o filme custou apenas U$ 1,1 milhão, o que era um orçamento modesto mesmo para a época, além disso, o dinheiro para sua realização foi conseguido pelos produtores devido eles hipotecarem suas próprias casas. A receita de bilheteria do filme foi, apenas nos EUA de U$ 117,23 milhões;

- Sylvester Stallone, escreveu o roteiro em apenas 3 dias, depois de assistir uma luta de Chuck Wepner, pugilista totalmente desconhecido que teve a oportunidade de enfrentar o campeão dos pesados à época, Muhammad Ali e, incrivelmente aguentou 15 rounds (hoje são 12) de pé, chegando até a derrubar o campeão em uma oportunidade;

- o filme foi todo rodado em apenas 28 dias.

Foi vencedor do Oscar de 76 nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Edição.


 Scarface – Scarface (Brian De Palma - 1983)

Scarface é uma refilmegem do homônimo de 1932 produzido por Howard Huges e dirigido por Howard Hawks. Nesse, a dinâmica da trama segue o original, porém é centrado em Tony Montana (Al Pacino), um criminoso cubano exilado que tem uma subida meteórica dentro de um cartel de drogas que opera em Miami. O objetivo de Tony é tomar para si tanto o cartel, como a namorada do chefe da quadrilha, Elvira Hancock (Michelle Pfeiffer). Após isso, Tony trabalha em conjunto com o barão da coca em Miami, mas seus problemas pessoais por abuso de drogas podem precipitar sua queda.

O Scarface original chegou a ser censurado por conta da violência. Com seu remake não foi diferente. Scarface é um dos filmes mais violentos já feitos, com cenas de tirar o fôlego, como a que seu colega é torturado com uma motosserra no começo do filme. A linguagem chula e o emprego exagerado da palavra “fuck” também foi motivo para a censura do filme em alguns países. Filme muito bom que mostra bem até onde esses criminosos podem chegar para atingir seus objetivos. Bom exemplo também de que nada resiste a um mergulho sem volta no submundo das drogas.


O Silêncio dos Inocentes – The Silence of the Lambs (Johnatan Demme - 1991)

Jovem agente do FBI Clarice Sterling (Jodie Foster) é incumbida de prender um serial killer que, além de sequestrar e matar suas vítimas, também as escalpela. Para isso ela deverá realizar uma série de entrevistas com o genial psicopata canibal Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), para que esse a ajude a traçar o perfil do criminoso que procura e assim o localizar e prender. O que Clarice não sabe é que por trás da necessidade da ajuda de Lecter, está um jogo de gato e rato, entre Dr. Lecter e Jack Crawford (Scott Glenn), as duas inteligências superiores do filme.

Em uma primeira análise, esse parece ser apenas mais um filme policial tipicamente americano, mas o que é importante é o que está nele subentendido. Existem 3 situações de domínio entre os personagens, que sempre atuam em duplas: Clarice e Crawford, Clarice e Lecter e Crawford e Lecter (esses sem nunca se encontrarem, seus embates se dão através de Clarice). Outra coisa interessante é como a coisa muda de figura no decorrer do filme. No começo, devido à sua inteligência muito superior, Lecter faz um jogo de manipulação com Clarice, porém depois é ela quem o manipula para obter o que precisa.  

Vou ficando por aqui mesmo antes que conte qualquer coisa do filme para quem ainda não o assistiu. Quem já assistiu aposto que já o fez faz tempo. Aconselho a assistir novamente e tentar enxergar todas essas trocas de posição de domínio entre os personagens.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Carnaval 2013

Quinta-feira, 06 de fevereiro de 2013. Sabe o que isso significa?

Isso mesmo. Está chegando o carnaval! Aeeeeeeeee!! Que beleza!!! Alalaô-ô-ô-ô-ô-ô-ô!!!!

Chegou o momento mais aguardado do ano. Que legal.

Com o carnaval aí, virando a esquina temos o seguinte panorama:

1 - um país inteiro, pobre e subdesenvolvido, que tem um verdadeiro patriota como Renan Calheiros como presidente do Senado Federal, vai parar durante praticamente uma semana para que o pessoal possa transar;

2 - uma verdadeira legião de brasileiras ficará grávida nesse carnaval. A quase totalidade dessa legião desconhecerá quem é o pai da criança. Quando muito fará uma vaga idéia de quem seja, mas mesmo assim ficará na dúvida entre 3 ou 4 possíveis candidatos.

Muito bom. É o antigo pão e circo dos romanos, mas na versão tupiniquim. Aqui é só circo mesmo, sem o pão. Mas para não ficar tão mal, substituímos o pão por álcool. Assim fica mais fácil entender a festa e se enturmar com as meninas acima descritas.

Como vocês já devem ter percebido não sou muito apreciador do carnaval. Na verdade diria que simplesmente odeio o carnaval. Percebam que uso a palavra ÓDIO para me referir ao carnaval.

Tanto odeio o carnaval que vou passá-lo no local mais longe possível. Uma localidade que não tem absolutamente nada a ver com a folia de Momo. Curitiba. Isso mesmo. O carnaval aqui de Curitiba é tão deprimente que pensaram seriamente em extinguir a "Liga das Escolas de Samba de Curitiba".

Você leu direito. O que chama a atenção não é o fato de que querem acabar com a liga, mas o fato de haver uma. Deve ter mais ou menos uma meia dúzia de escolas inscritas.

Algumas cidades com prefeitos responsáveis e coerentes cancelaram o carnaval esse ano. Deveriam ter feito o mesmo no país inteiro. Algum bobalhão vai tentar argumentar defendendo a enorme quantidade de turistas que vem ao Brasil para o carnaval, sem contar os próprios brasileiros que querem aproveitar e lotam as praias do nosso litoral. OK. Mas será que a falta de atividade produtiva nesse período, aliás é bem maior que isso, já que o país tradicionalmente só volta a funcionar de fato após o carnaval, não dará um prejuízo infinitamente maior do que a receita aferida durante esses poucos dias de festa? Pensem aí e me falem.

Outra coisa muito bacana são os desfiles das Escolas de Samba. Antigamente eram só os desfiles do Rio que contavam. De uns anos para cá São Paulo também investiu muito nisso.

Existe até uma disputa feroz por posições, como por exemplo a concorridíssima vaga de rainha da bateria de alguma dessas escolas. Certamente uma posição de destaque que só vem a abrilhantar o currículo daquela que ocupar tão elevado posto. Sem contar que os valores são pagos pela posição. Sem contar a fantasia.

Ainda em relação aos desfiles, o que dizer da quantidade enorme de (sub) celebridades nos camarotes das empresas de cerveja? Ontem mesmo li uma notícia sobre o assunto, que informava que alguns "artistas" vão cobrar para participar do carnaval. Certo. Evidentemente que isso sempre deve ter acontecido. Acho que se tirar o pessoal das favelas, não sobra mais ninguém que faça a coisa por amor. O caso não é esse. O que interessa aqui são os valores cobrados pelos famosos nacionais para dar o ilustre ar de sua graça. Dos que vi, a coisa varia entre R$ 15.000 até R$ 60.000. Uma verdadeira pechincha para ter alguns famosos insignificantes e descartáveis nos camarotes de cerveja, frente ao que está sendo cobrado pela inexpressiva Megan Fox. Essa sim sabe fazer as coisas e cobrar o valor justo. Por meia-hora de participação e com o direito de não ser perturbada por nenhum folião mané, a moça vai faturar a bagatela de R$ 4,7 milhoes. Já falei a respeito aqui

Isso faz referência também a outro post sobre o bom e velho complexo de vira-lata do brasileiro (aqui), onde nada nem ninguém daqui presta. Nesse caso é até verdade. Não dá para ter o menor respeito ou consideração por alguém que vai receber uma fração do que receberá uma gringa qualquer, para ficar falando maravilhas de maneira super espontânea dessa empulhação insuportável que é o carnaval.

Vou ficando por aqui mesmo que o carnaval ainda nem começou. Se tiver paciência, volto ao assunto semana que vem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Rápidas

 - Saiu finalmente o 1º ranking do UFC. Após o encerramento do evento desse sábado (UFC 156), foi divulgado hoje o ranking oficial da organização (aqui). A eleição dos melhores lutadores foi feita por 90 jornalistas especializados na cobertura de MMA e leva em conta tanto a série histórica dos lutadores como adversários enfrentados etc. Foi dividido em 2 partes, sendo que uma é a posição geral peso por peso sem levar em conta a categoria e outra, o ranking por categorias de peso.

No levantamento geral, nenhuma surpresa, com a lista sendo encabeçada por Anderson Silva. Na sequência, aparecem Jon Jones, Georges St-Pierre, José Aldo e Ben Henderson nas 5 primeiras posições.

O ranking por divisão de pesos deixa de fora os campeões de cada categoria e lista de 01 a 10 os outros lutadores mais importantes. A boa surpresa aqui é a presença de 4 brasileiros entre os top 10 dos pesados.

Entendo que essa é uma boa iniciativa, mostrando maior profissionalismo e transparência por parte da organização. O ranking é para melhor situar o público dentro de cada categoria e um indicador de confrontos futuros. No entando, o presidente do UFC, Dana White, já afirmou que super-lutas ou combates que não respeitem o ranking, mas que tenham forte apelo comercial poderão ser realizados mesmo assim.

Lendo comentários de leitores em alguns sites, percebi como a maioria das pessoas não tem nenhuma noção do assunto. Certamente começaram a acompanhar ano passado pela Globo. Muita gente não entendeu, por exemplo, como que Frankie Edgar que acabou de ser derrotado por José Aldo, aparece em 9º no geral e apenas em 4º em sua categoria. Isso se explica devido ao fato de Edgar ter baixado de categoria recentemente e ainda não ter série histórica nos pesos pena, tendo realizado e perdido apenas uma luta.

Na minha opinião, a única ressalva fica por conta das posições de Jon Jones e Georges St-Pierre, que entendo, deveria ser invertida.

 - Ainda no UFC, após a disputa de título entre Aldo e Edgar, alguns idiotas que não entendem nada do assunto, acharam que a vitória de José Aldo foi contestável, outros entendem que Edgar ganhou pelo menos 2 rounds e outros ainda mais burros acham que Edgar foi o vencedor. Um absurdo total, sendo que o próprio Edgar admitiu que José Aldo foi superior e venceu o combate. Dana White segue a mesma linha e não vê motivo algum para a polêmica.

OK, pode não ter sido o combate mais bonito e emocionante do brasileiro, mas o fato é que ele ganhou e bem. Não correu nenhum risco mais sério e dominou totalmente. Se você ainda não está convencido veja a foto abaixo:

Frankie Edgar depois de enfrentar José Aldo

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Faz sentido. Essa aí conta toda a história.