quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dave Brubeck R.I.P.


Dave Brubeck


Acabo de ver que morreu hoje um dos maiores nomes do Jazz. Dave Brubeck.

Brubeck era pianista e compositor e morreu devido a uma parada cardíaca. Ele completaria 92 anos amanhã 06/12/12.

Dave Brubeck é uma das primeiras referencias que tenho em Jazz. Quando eu era mais novo, na minha adolescência, quis começar a gostar de Jazz, mas não tinha muito dinheiro, e na época, quase 20 anos atrás, não havia a internet - na verdade ela estava chegando timidamente - muito menos possibilidade de se fazer downloads. Tinha que comprar os discos e pronto. Acontece que não tinha nem ideia de por onde começar.

Me lembro que meu pai tinha uma coletânea com grandes nomes do Jazz e que nesse disco haviam 2 músicas (Blue Rondo a La Turk e Take Five) de Dave Brubeck. Ali começou meu interesse pelo Jazz. O disco tinha nomes de peso como Miles Davis, mas quem captou minha atenção na época foi mesmo Dave Brubeck.

Tempos depois descobri que essas 2 músicas eram de um disco chamado Time Out, que é a obra-prima de Brubeck. O disco conta ainda com a presença do saxofonista e compositor Paul Desmond, outro grande nome do Jazz.

Fica aqui esse breve registro para quem se interessar em conhecer essas duas joias do disco mais famoso de um grande mestre.







Discoteca Básica de Rock Volume IV



Hoje vou abordar somente discos de artistas americanos, ou quase, já que um deles é canadense. Quem viu meu post ontem percebeu que estou pendendo para o Tio Sam esta semana. Claro que vou abordar trabalhos de outros americanos. Seria impossível não fazê-lo.

Os discos que vou tratar agora tem mais ou menos a mesma temática. São de um dos gêneros de Rock que mais gosto e acho mais empolgante: o Southern Rock, ou Country Rock. O bom e velho Rock, com a adição de elementos de Blues, Country e Folk.

Não tem contraindicações. É diversão garantida!

Sem maiores delongas, eis meus 5 selecionados dessa semana:


The Allman Brothers Band – At Fillmore East (1971)

Não sou um entusiasta de gravações ao vivo (evidentemente que existem versões ao vivo que superam em muito a original de estúdio), mesmo que seja assim que você descobre realmente se os caras são do ramo ou não. Acontece que nesse caso tenho que me render e apresentar justamente esse ao vivo.

O Allman Brothers é uma das melhores bandas de todos os tempos. Sem dúvidas nem contestações. Além de terem músicas excelentes, a banda dos irmãos Allman (Duane – guitarra e Gregg - teclados), contava com músicos espetaculares, como o outro guitarrista Dickey Betts e os 2 bateristas Butch Trucks e Jaimoe Johnson.

Duane Allman e Dickey Betts fazaim uma dupla de guitarristas absurdamente boa (para mim os dois estão entre os melhores do Rock), até que em 1971 Duane morreu em um acidente de motocicleta.

Gravado em julho de 1971, poucos meses antes da morte de Duane em outubro, At Fillmore East, certamente é um dos melhores registros de uma banda ao vivo em toda a história do Rock. Aqui é possível ter a real dimensão da capacidade dos músicos. Os caras arrabentam.

Eles apresentam algumas músicas de seus 2 álbuns de estúdio anteriores só que em versões mais longas e cheias de improviso.

Não tenho muito o que escrever, só ouvindo para entender onde quero chegar. Ouça com atenção aos 13 minutos de In Memory of Elizabeth Reed e comprove.



Lynyrd Skynyrd – Pronounced Leh-Nerd Skin-Nerd (1973)

Primeiro disco dessa sensacional banda de Rock que é considerada como a banda “definitiva” de Southern Rock.

Outra coisa interessante a respeito da banda é que ela foi a primeira a usar um ataque com 3 guitarristas. Daí vem parte do peso de sua sonoridade impressionante.

Assim como o Allman Brothers, o Lynyrd Skynyrd também conta com músicos extremamente talentosos, e como o Allman Brothers, também foi vítima de uma tragédia envolvendo seus membros. Nesse caso foi o vocalista e principal compositor Ronnie Van Zant e mais 2 membros (Steve Gaines e sua irmã Cassie Gaines) mortos em um acidente aéreo em 77.

O Lynyrd Skynyrd voltaria a cena em 1987, dessa vez com Johnny Van Zant ocupando o local de seu irmão Ronnie. Certamente essa banda é um exemplo perfeito de superação.

Já nesse disco de estreia os caras mostram claramente a que vieram, apresentando o que é até hoje a essência da banda, com sua levada característica que encanta os fãs do gênero há mais de 3 décadas.



The Marshall Tucker Band – The Marshall Tucker Band (1973)

Essa excelente banda compõe juntamente com The Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd, o trio definitivo de Southern Rock. Se você tiver interesse e ouvir apenas esses três grupos já terá o que de melhor se fez no gênero.

Liderada pelo ótimo vocalista Doug Grey e o sensacional guitarrista Toy Caldwell, o Marshall Tucker Band não é tão conhecido, principalmente no Brasil, como seus conterrâneos citados.

Aliás, foi em uma turnê em que abriram para o Allman Brothers é que ganharam notoriedade, conseguiram alçar voo a partir do lançamento de seu 1º disco intitulado apenas The Marshall Tucker Band.

Nesse disco estão algumas de suas melhores músicas que são referência direta a eles até hoje.

Nos anos 70 conseguiram uma sequência de ótimos trabalhos. Em 79 lançariam outro disco muito bom chamado Running Like the Wind, porém em 1980, Tommy Caldwell, irmão de Toy e membro da banda morreu em um acidente de carro.

Logo após a morte de seu irmão, Toy deixaria a banda para tentar carreira solo. O vocalista Doug Grey e o flautista Jerry Eubanks tentaram levar a banda adiante com a contratação de alguns caipiras de Nashville, para substituir os membros originais, mas o fato é que sempre se ressentiram da ausência de Toy e a coisa nunca mais foi a mesma.

Por sorte temos os registros da formação original, e o melhor deles é justamente o primeiro.



Creedence Clearwater Revival – Willie and the Poor Boys (1969)

Essa banda pode ser considerada um fenômeno, uma vez que conseguiu lançar 6 ótimos discos em sequência com a mesma pegada e qualidade em apenas 3 anos. Um feito incrível.

Embora o Creedence tenha elementos semelhantes, não dá para caracterizá-lo como uma banda típica de Southern Rock. Não é pelo fato de ser de origem californiana, o que certamente influencia muito seu som, mas se você comparar com Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd e Marshall Tukcer Band vai ver que é bem diferente. Evidentemente isso não desmerece em nada os caras.

Totalmente centrada na figura do vocalista, guitarrista e compositor John Fogerty, o Creedence se tornou um trio em 71 quando Tom Fogerty – irmão de John – deixou a banda devido ao controle excessivo deste. No álbum Mardi Gras (uma droga!), de 72, John concordou em dividir as composições e vocais com o baterista Doug Clifford e o baixista Stu Cook, mas a vaca já tinha ido para o brejo e esse foi o canto do cisne para o Creedence.

Certamente os indicaria para alguém que esta começando a ouvir rock de verdade e não essa frescura de hoje em dia. É um som empolgante, com grande qualidade, ótimos vocais, solos de guitarra eletrizantes e ainda por cima é super acessível aos ouvidos menos experientes.

É evidente que cada fã tem seus discos favoritos, e como os 6 primeiros estão no mesmo nível, cada um defende o que mais gosta.

No meu caso é o 4º disco da banda, Willie and the Poor Boys, que além de apresentar vários hits, ainda conta com músicas espetaculares que não são muito conhecidas.



The Band – The Band (1969)

Essa grande banda canadense (na verdade 3 canadenses e 2 americanos) está mais na linha Folk e não tanto como Southern Rock, mas pode ser colocada aqui sem maiores problemas.

Tendo como grande parceiro e mentor Bod Dylan, o The Band, entre 68 e 75, foi uma das mais populares e influentes bandas de Rock, ao ponto de ter sido assunto de um filme espetacular chamado The Last Watz, dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese. O filme é sobre a despedida dos palcos do The Band e conta com presença de vários nomes famosos da música como Bob Dylan, Eric Clapton, Nei Young, Van Morrison, Ringo Star, Ronnie Wood, entre outros.

Liderada pelo baterista/vocalista Levon Helm e pelo guitarrista/vocalista Robbie Robertson, a banda lançou 9 trabalhos sucessivos muito bons durante esse período.

Abordo aqui o 2ª disco dos caras que leva o nome da banda: The Band.

É desse disco minha música favorita deles (The Night They Drove Old Dixie Down), mas não foi por isso que escolhi e sim por sua unidade. É um trabalho muito mais maduro e elaborado que o 1º, que parece ser apenas um monte de músicas soltas e aleatórias.

É discoteca básica com certeza.

Músicas-chave: The Night They Drove Old Dixie Down, Up on Cripple Creek, e The Unfaithful Servant. 

É isso aí. Semana que vem tem mais. Espero que tenham gostado.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Carros Grandes, Grandes Carros



Há uns 20 dias atrás ganhei do meu sogro que é colecionador, entusiasta e apaixonado por carros antigos um livro cujo título é esse que vai aí em cima “Carros Grandes, Grandes Carros”, escrito por Geraldo Fedrizzi.

Só para situar quem não entende ou não se interessa pelo assunto. Todos os anos acontece o Encontro Sul Brasileiro de Veículos Antigos. Esse evento é realizado alternadamente entre os estados da Região Sul. Esse ano ocorreu em terras gaúchas, na cidade de Caxias do Sul entre os dias 15 e 18 de novembro.  

Pois bem, meu sogro como bom entusiasta participa, sempre que possível, desse e outros eventos (como Águas de Lindóia) de automóveis antigos. E sempre me presenteia com algo relacionado ao tema, pois sabe que também sou apreciador de modelos clássicos. 

Nesse ano de 2012, ganhei esse livro sensacional, com direito a dedicatória do autor, que nos leva ao maravilhoso mundo dos automóveis clássicos americanos. O mais interessante é que não é um mero livro de fotos como existem dezenas iguais, mas sim um documento que conta a história propriamente dita, dos homens que construíram a glória da indústria automobilística americana. Suas criações são retratadas em detalhes, desde os mais conhecidos Ford e Chevrolet até marcas desconhecidas do grande público brasileiro, como os exclusivíssimos Auburn, Cord e o antológico Duesenberg.

Auburn Speedster 1935




Cord mod. 812 1937

Duesenberg J. Whittel Coupe 1936


Embora muito bem escrito e ricamente ilustrado, não é meu objetivo aqui fazer uma resenha ou propaganda do livro em si, mas vou aproveitá-lo para falar de alguns dos meus modelos favoritos dos clássicos americanos.

Certamente a época mais grandiosa e com os carros mais fantásticos foram os anos 50. Acredito que seja também a época preferida da maioria dos colecionadores.

Impossível listar todos os carros da época. Vou listar 2 de meus favoritos da época, e não, o Cadillac 59 não é um deles.

Para mim o Cadillac mais lindo de todos é o 56, sem dúvida. Gosto muito da grade e para-choques dianteiros. Ele também não é exagerado como os posteriores 59 e 60.

Cadillac Eldorado 1956


Outro favorito, também da GM, é o Chevrolet 56. Sei que a maioria dos entusiastas prefere o 57. É o mais clássico, claro, mas prefiro toda vida o 56. A foto do modelo abaixo é o mesmo (tirando a cor) de um modelo pertencente a meu sogro: Chevrolet 1956 Bel Air 4 portas com coluna e motor V8.

Chevrolet Bel Air 1956


Os anos 60 foram prodigiosos em tudo na América, filmes, músicas, e é claro, carros. Muito difícil selecionar poucos modelos para ilustrar, mas escolhi modelos com caráter esportivo. Nos meios são denominados Muscle Cars e Pony Cars. Nesse caso 1 Pony e 2 Muscle, sendo 1 Ford e 2 Mopars, mais especificamente, Mustang Fastback 67, Dodge Charger 68 e Dodge Challenger 70.

O Mustang dispensa apresentações. Meu modelo preferido é o Fastback 67.

Ford Mustang Fastback 1967
 
Vão me chamar de maluco ao listar 2 Mopars, mas não teve jeito. Pensei, pensei e escolhi meus Muscle Cars favoritos de todos os tempos. Ambos protagonistas de filmes famosos, inclusive. O Charger em Bullit e o Challenger em Vanishing Point.

Perceba como o Charger americano é bem diferente do brasileiro.

Dodge Charger R/T 1968


O Challenger nem chegou perto de ser feito por aqui, e dividia a plataforma, carroceria e mecânica com outro Muscle Car da Chrysler, seu primo Plymouth Barracuda.

Dodge Challenger TransAm 1970


Fiz esse post bem específico, mas entendo que tem muita gente por aí que gosta de carros antigos. Para esses, tentem dar uma olhada nesse livro fantástico. Para quem não conhece ou não se interessa, quem sabe pode mudar de ideia. 

Lembrem-se o importante é preservar a memória.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tipinhos Imprestáveis I



Começo hoje uma nova série de análise comportamental, chamada “Tipinhos Imprestáveis”. 

Tenho abordado aqui vários tipos de comportamentos desagradáveis e irritantes. Decidi reunir todos em um grupo e escrever a respeito. 

Minha primeira ideia foi a de escrever todos de uma vez, mas percebi que não sou muito bom em sintetizar as coisas e sempre acabo escrevendo bastante.

Decidi então dividir e tornar essa uma série de posts semanais, a começar pelo Tipinho Imprestável abaixo: 

Esse é muito conhecido, facilmente identificável e extremamente desagradável. A não ser que você seja como ele, não há como haver convivência pacífica.

Estou falando de um dos tipinhos mais insuportáveis que pode existir: 

O Pegador.

Pegador
O perfil é bem típico e seus interesses, assim como sua inteligência e grau de exigência, são extremamente limitados. 

É o cara que só sabe falar de festas e baladas da moda, sendo que seu único objetivo é “sair na night e pegar a mulherada”.

Seu vocabulário também é bastante limitado, uma vez que ele repete insistentemente as mesmas palavras e expressões, provavelmente as mais fáceis dele assimilar.

São elas: night, balada, mulherada, DJ, camarote, Absolut, cerva e gata.

Munido desse pleno domínio da linguagem e já com todo seu salário empenhado em um camarote qualquer, nosso herói “vai pra guerra”.

Não importa o resultado real, o discurso será sempre o mesmo:

“Nossa veio, ontem tomei todas e peguei várias, uma doidera cara”. É daí para baixo. 

Um cretino total.

Sua rotina semanal se resume a trabalhar ou estudar e ir planejando as baladas do final de semana. Quando o cara tem certa idade ou independência financeira ele sai de quarta a domingo. Se for mais pé-rapado ou estudante sustentado pelos pais, sobra normalmente a sexta ou o sábado.

Alguns mais estruturados, tem vários contatos femininos que vão tentando de antemão angariar amigas para o cumprimento de sua missão noturna.

Outros, e acredito que seja a maioria, devem ir à luta mesmo, sem prévia preparação.

O que interessa mesmo é o resultado, pelo menos o resultado divulgado por eles: “peguei geral”, “peguei um monte”, “peguei todas”, ou algo do gênero.

O êxito é sempre constante, não importando as variáveis. Acho que até deve ser mais ou menos assim mesmo, já que hoje em dia as coisas estão muito mais “descomplicadas”, digamos assim. 

Mas não é isso que importa. Sair, beber, se divertir, ficar não tem nada da mais.

O enfoque aqui são os caras que transformam isso em uma forma de pensamento, um estilo de vida e ficam enchendo os outros com suas aventuras. Ninguém quer saber disso. E tem outra. Embora as coisas estejam (bem) mais fáceis atualmente, esses caras exageram muito e sempre mentem. Pode ver, nunca “pegam” ninguém que não seja “muito gata”, etc.

Todos conhecemos alguém assim. Se você não tem certeza, mas acha que um amigo seu é um desses, reproduza o teste na ordem abaixo:

1 - Ligue/mande email/mensagem no Facebook/MSN/Torpedo para seu amigo suspeito e fale que vai fazer um churrasco (pode usar o termo “churras” para ele entender com maior facilidade do que se trata);

2 – Aguarde seu retorno;

3 – Se ele responder com outra pergunta, algo como “vai ter mulherada”?  

Você já tem sua resposta.

Experimente, garanto quase 100% de acerto.