terça-feira, 25 de junho de 2013

O Turista Brasileiro



Há coisa de 3 semanas fiz uma viagem realmente prazerosa para Portugal, país que ainda não conhecia. Lá fiquei por uma semana. Um país belíssimo com uma herança histórica invejável. Seus monumentos com séculos de existência são magníficos. Seu povo está entre os mais educados, gentis e corteses que tive a oportunidade de conhecer.

Como sempre, o pior de tudo é a viagem em si. 10 horas de avião, a partir de SP são um pouco chatas. É claro que sempre pode ser pior. E normalmente é. Além das 10 horas de viagem existe um enorme agravante. Os brasileiros.

Tanto no avião, como nos aeroportos e nos destinos, há uma enorme quantidade dessa praga que se alastra de maneira alarmante pelo globo. Certamente o turista brasileiro é o pior de todos.

Grosseiro, mal-educado, irritante e barulhento, onde há palhaçada, vergonheira e baixaria pode apostar que existe um brasileiro no pedaço. Começa já no embarque. O sistema anuncia o vôo e pede para que determinado grupo de pessoas ou com assentos com numeração específica sejam os primeiros a embarcar no avião. Pura perda de tempo. Forma-se uma longa e desorganizada fila não se respeitando as instruções. Todos querem ser os primeiros a entrar para ficar mais tempo sem fazer nada durante o vôo.

Uma vez dentro do avião, começa a busca por algum lugar no bagageiro para colocar-se as bagagens de mão. Assim que conseguimos alojar nossos pertences, imediatamente somos brindados com o passageiro da poltrona da frente que imediatamente reclina seu encosto, mesmo sabendo que antes da decolagem, é pedido para que se retornem os encostos na posição vertical original. É claro que brasileiro nunca segue as instruções por livre e espontânea vontade. É necessário que um membro da tripulação peça para o babaca que levante o maldito encosto da poltrona. Assim que o avião levante vôo, o infeliz que se senta a sua frente reclina novamente o encosto. Esse fato durará até o momento da aterrissagem. O cara não levanta o encosto nem para comer.

Quando o avião aterrissa, é informado (em todos os vôos do mundo é a mesma coisa) que os passageiros devem permanecer sentados até que a aeronave pare por completo. O que acontece? A maioria dos passageiros imediatamente se levanta e começa a buscar suas bagagens de mão. É claro que, devido a sua falta de educação, tais passageiros são repreendidos por alguém da tripulação. Algo totalmente evitável.

Uma vez em solo e no seu destino, você deve prosseguir para a imigração. Ali, você só não terá sua vez na fila “furada”, porque as filas na imigração são organizadas e com um cordão que limita a fila e indica o trajeto até o guichê. Sempre haverá algum engraçadinho que, mesmo devendo seguir pelo espaço delimitado pelo cordão, tentará passar por baixo do mesmo para ganhar alguns segundos e não precisar percorrer todas as voltas na fila.

Assim que você “entra” de fato no país que está visitando, você acha que está livre e tranqüilo para desfrutar de suas merecidas férias. Isso só se tornará verdade caso não haja nenhum outro brasileiro hospedado em seu hotel. Se isso acontecer, você já sabe que vai se incomodar no café da manhã. 

O segredo para férias tanquilas é nunca, jamais – a não ser que seja sua única opção – viajar em excursão.

Na excursão você terá o desprazer constante da presença dos temidos turistas brasileiros que vão tumultuar suas férias.

Se você foi por conta própria e tiver sorte, pode conseguir evitar as excursões no geral e as de brasileiros em particular e ter férias sossegadas.

O chato é que o tempo passa rápido e logo é hora de voltar. Pode apostar que todo o desgosto da ida será revivido na volta.

Aliás, pode ser até pior. Dou um exemplo de algo que ocorreu comigo, na volta no aeroporto da cidade do Porto. Estava na fila do “Tax Free” para a devolução do valor da alíquota dos impostos locais que os turistas não precisam recolher.

A fila estava bem grande e fazia uma curva para a direita a partir do guichê. Civilizadamente me posicionei ao fim da fila. Por uma fração de segundo me distraí e a fila andou. Imediatamente formou-se nova fila justamente no espaço de 2 passos que ficou entre mim e a fila que andou. Protestei no ato e comecei a reclamar que uma atitude tão baixa como essa só poderia ser de brasileiros. Embora o babaca que tomou minha frente não tenha emitido nenhum som ou esboçado qualquer reação, apesar de minhas provocações, logo descobri que se tratava de um brasileiro.

E, adivinhe, fazia parte de uma maldita excursão.    
 
      

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