quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Cara da Dieta

Homer Simpson
"Vem chegando o verão
Um calor no coração
Essa magia colorida
Coisas da vida..."

Quem não se lembra desse enorme sucesso de Marina Lima (na época ela só se chamava Marina) do ano de 1987? Bem, talvez quem é muito novo não lembre. 

Mas isso não tem a mínima importância.

Lembrando dessa música hoje, percebi justamente que está chegando de fato o verão.

Oba! Que beleza! 

Juntamente com o verão, vem tudo aquilo que conhecemos bem. Calor é claro, sol, alegria, descontração e... PRAIA!!! Isso mesmo, o grande prêmio de consolação para quem trabalhou duro o ano inteiro e, entre o finalzinho de dezembro até o final de fevereiro, vai lotar e tornar ainda mais intransitável o litoral brasileiro de norte a sul. 

E praia imediatamente nos remete a gente bonita, bronzeada e em forma. Em forma? Sim talvez para alguns, mas não para a maioria, que desde já invadem as lotadas e sempre quentes academias, em busca de um visual um pouco mais apresentável, afinal as meninas querem usar o biquíni da moda e os caras querem poder tirar a camiseta sem provocar risadas.

Evidentemente que apenas a malhação não resolve o problema e é aí que entra em cena aquilo que é para quase todos um desprazer total e uma tortura incessante: a dieta.

Todo mundo passa uns 10 meses sem se cuidar e na hora do desespero quer perder um ano todo de sedentarismo e preguiça. Tá bom, todo mundo não, tem gente que é regrada em relação à alimentação, pratica esportes e tal, mas tenho certeza de que a maioria não faz nada e quer resolver tudo em cima da hora.

É aí que entram as dietas milagrosas e com elas vem uma legião de gente chata que acha que, só por ter aderido a uma dieta maluca ou da moda, acaba de inventar a roda. É o Cara da Dieta (pode ser a garota da dieta também).

Se você prestar a atenção vai perceber que existe um padrão de comportamento nesse pessoal engajado na dieta de última hora. 

Eles mal começaram, nem sequer perderam uma única grama de seu peso, mas já falam como experts em nutrição, sabendo o número de calorias de cada grão de feijão, separando sua dieta por grupos de alimentos, ou por cores, ou por nomes, ou qualquer outra baboseira que algum mágico inventou para perder peso de forma rápida e indolor. 

E não para por aí não. Além disso, eles também começam a dar aulas para todos os conhecidos, chegando ao cúmulo de criticar o sedentarismo e estilo de vida, que até há menos de uma semana atrás, também era o deles.

Não dá para aguentar. É muita petulância.

Sempre que chegam para falar contigo o assunto é o mesmo.

O pior é que, chegando as festas de final de ano, esses tipinhos ficam ainda mais insuportáveis, pois querem regular e ficar patrulhando o que você vai comer.

É mais ou menos assim:

 "Fulano, não acredito que você vai comer essa coxa inteira de peru, ainda por cima acompanhada de arroz e batata sauté. Isso deve ter pelo menos umas 850 calorias".

Atenção! Cuidado para que o Cara da Dieta não perceba que está repetindo a sobremesa e nem bebendo refrigerante normal, senão lá vem ele desfiar o rosário em cima de você novamente.

Agora, o pior nem é isso. O pior é que o mala da dieta, assim que chega à maldita praia, imediatamente esquece que estava de dieta, se entupindo de churrasco e cerveja todos os dias, o dia inteiro, começando seu processo de empanzinamento engordativo.  

Tudo bem, não sou eu quem vai ensinar ninguém a comer aqui, até porque não sou exemplo para nada, mas se você quiser emagrecer e manter-se magro só tem um jeito. É comer menos, mais saudável e ter uma atividade física constante.

É isso ou então até a próxima dieta milagrosa.
 

               

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Discoteca Básica de Rock Volume III



Dando sequência aos posts sobre Discoteca Básica, e continuando a relação de obras apresentadas por temas, hoje abordo 5 discos de um dos gêneros de rock mais apreciados e com numerosos fãs fiéis e dedicados: o Hard Rock.

Certamente que 5 discos é muito pouco para se falar desse enorme gênero tão popular, então, obviamente voltarei a ele em outras oportunidades.

Não farei aqui distinção de subgênero como Heavy Metal, etc. Classificarei todo som mais pesado como Hard Rock (que é muito mais abrangente) e pronto. 

Os 5 discos dessa semana são: 

Led Zeppelin – Led Zeppelin (1969)

Sem dúvida alguma o Led Zeppelin é uma das melhores e maiores bandas de todos os tempos, contando com os talentos de Jimmy Page na guitarra, John Bohan na bateria e o subestimado John Paul Jones no baixo e teclados, sem falar de Roberto Plant nos vocais.

Certamente alguém vai me xingar por ter escolhido esse disco específico, mas o fato é que esse é um daqueles discos de estreia que mostram logo de cara a que a banda veio. Cheio de músicas ótimas, com uma mistura sensacional de Rock e Blues da melhor qualidade.

Evidentemente que escreverei a respeito de outros trabalhos deles, mas, como esse disco é fantástico, resolvi começar pelo primeiro. 

Embora o Led Zeppelin seja uma grande banda com músicos de muita qualidade e composições excelentes, eu a considero como sendo uma das mais superestimadas, considerada por alguns, como a melhor do rock e outras besteiras.

Vamos parar com essa baboseira de essa ou aquela é a melhor banda. 

Isso simplesmente não existe. Existem grupos bons, médios e ruins. A melhor de todas, invariavelmente, vai ser a favorita da pessoa.

Voltando ao tema, acho que não é o melhor disco do Led Zeppelin para começar entender a banda (o mais fácil é o 4º disco chamado simplesmente de Led Zeppelin ou Led Zeppelin IV, mas desse trato em outra ocasião), mas é essencial mesmo assim.



Deep Purple – Machine Head (1972)

Não, machine head não é meu disco favorito do Deep Purple – meu favorito é o Deep Purple In Rock do qual escreverei em outra oportunidade – mas é o que tem os trabalhos mais conhecidos e marcantes. 

Isso não desmerece em absoluto esse verdadeiro clássico do rock, muito pelo contrário, sendo desse álbum alguns dos maiores sucessos dos caras, entre eles Smoke on the Water, que é dono de um dos riffs mais conhecidos.

Uma curiosidade em relação a essa música é que seu título, para quem não sabe, foi tirado de um episódio testemunhado pelo pessoal da banda, quando em Montreaux, durante a passagem de som de Frank Zappa com sua banda Mothes of Invention, estava chovendo e ocorreu um pequeno incêndio no palco onde estavam. A visão da fumaça do incêndio em contraste com a chuva batizou a música.

Você pode checar isso na letra mesmo, que abre com “We all came out to Montreaux”... e no segundo verso o seguinte: “Frank Zappa and the Mothers / Were at the best place around /But some stupid with a flare gun / Burned the place to the ground”.

Músicas-chave: Highway Star, Smoke on the Water, Lazy. 




Black Sabbath – Black Sabbath (1970)

Outro grande disco de estreia de outra grande banda que ajudou a definir o Heavy Metal e influenciou um monte de outras bandas famosas.

Certamente a sonoridade do Black Sabbath não é nem de longe tão complexa e bem trabalhada como as de Led Zeppelin e Deep Purple, apesar do talento de Tony Iommy (guitarra) e o poderoso vocal de Ozzy Osbourne, porém nesse disco eles chegam bem perto.

Provavelmente Paranoid é o disco mais famoso do Sabbath, mas considero Black Sabbath muito superior musicalmente em todos os sentidos. As composições são bem mais elaboradas – incluindo 2 longas suítes – do que as que se apresentariam nos trabalhos futuros. É claro que seus discos subsequentes até e incluindo Sabotage, são muito bons e conseguem manter certo padrão, que depois não seria mais atingido. 

Um disco muito bom que mistura vários elementos fundidos para apresentar um som poderoso e com várias alternativas.




Rainbow – Ritchie Blackmore´s Rainbow (1975)

Uma das bandas de Heavy Metal mais famosas dos anos 70, o Rainbow foi formado pelo excelente guitarrista Ritchie Blackmore, que havia deixado o Deep Purple juntamente com o baixista Roger Glover. 

Para ser o front man da banda convocaram ninguém menos do que o carismático Ronnie James Dio, um dos maiores vocalistas de todo o rock.

Esse disco de estreia é realmente muito bom, contando com músicas muito bem arranjadas e executadas, como não poderia deixar de ser.

Musicalmente, o Rainbow tem uma semelhança muito grande com o Deep Purple, mas em momento algum parece uma cópia ou algo do gênero. Tem identidade própria.



AC/DC – Back in Black (1980)

Se você considerer o High Voltage gravado na Austrália em 74 como o primeiro (eles lançaram High Voltage e T.N.T em 74 e 75, respectivamente, e o material desses dois discos seria compilado no disco High Voltage, edição USA em 76), então Back in Black é o nono disco do AC/DC e o primeiro com o vocalista Brian Johnson, que substituiu Bon Scott, morto alguns meses antes.

Back in Black é, portanto, o disco da volta da banda, mesmo de luto. Por isso o título.

O fato é que Back in Black é de longe o maior sucesso dos caras, sendo o 3º disco mais vendido de todos os tempos, ficando atrás apenas do Thriller de Michael Jackson e The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd.

Uma crítica que se faz ao AC/DC é de que seus discos são sempre “mais do mesmo”, o que é totalmente verdadeiro. 

Parece, e não é de hoje, que eles lançam sempre o mesmo disco. É como os Stones.

Mas isso não interessa muito, pois o AC/DC é certamente uma das bandas mais divertidas de todos os tempos e Back in Black seu ápice.


Ah, só um detalhe que já ia me esquecendo... quando for ouvir esses discos, ouça bem alto! 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mais Enganação Vindo Aí



Leio na edição de VEJA dessa semana (2297 de 28/11/12) que uma marca de relógios suíça chamada HD3 está lançando um relógio que promete ser revolucionário, pois pretende alinhar os mundos das complexidades mecânicas, tecnologia de ponta e design futurista.

O modelo é chamado Slyde e usa tecnologia touch screen, para acessar suas funções. Cada tela, corresponde a uma função específica.

Na referida reportagem, é feita uma correspondência com um modelo Patek Philippe fases da lua, como sendo o avô do HD3, ou seja, o “velho e ultrapassado”.

Isso só pode ser piada. 

É impressionante a falta de conhecimento que as pessoas têm a respeito do assunto. Tudo bem, esse é realmente um assunto muito restrito e que não interessa a quase ninguém, mas pelo menos quem fez a reportagem deveria ter pesquisado um pouco para não misturar duas coisas que são absolutamente incomparáveis.

Como já havia dito em outro post a respeito de relógios, complicação relojoeira é toda função que o relógio apresenta a mais, que a simples marcação de horas e minutos.

Acontece que isso só se aplica e só faz sentido em relógios de alta complexidade, mecânicos ou automáticos, e não a relógios com sistemas eletrônicos. Qualquer relógio digital ordinário tem um monte de funções e não é chamado de complicado por causa disso.

Pelo que percebi, esse fabricante tem a pretensão de revolucionar o conceito, aplicando funções existentes até então em relógios mecânicos/automáticos com centenas de engrenagens, a um modelo digital eletrônico.

Veja as imagens abaixo:

HD3 Slyder Hour

HD3 Slyder Moon Phase

HD3 Slyder Date
 
HD3 Slyder Cronograph

Como dá para perceber nesses exemplos, ele explora (entre outras) as funções, além da marcação de horas e data, cronógrafo e fases da lua, ambas típicas de relógios complicados.

Agora veja o modelo Patek citado:

Patek Philippe mod. 5204 frente e verso

Olhe a diferença. Imagine a complexidade de um mecanismo como esse e o trabalho para ser desenvolvido e produzido. Sem contar que os Patek Philippe são montados artesanalmente. Esse modelo mostrado aqui é um fases da lua, clendário perpétuo, cronógrafo e função rattrapante (executa duas contagens de tempo que começam simultaneamente, mas com durações diferentes).

Olhe novamente para o HD3 e veja se existe qualquer comparação possível e imaginável entre os dois. Sem contar que parece um Cassio! 

E tem mais. Me diga se você consegue enxergar alguém além de rappers americanos usando isso?

Nem o tão falado design futurista é muito original. Observe esse modelo Richard Mille abaixo e me diga se não há uma nítida inspiração.

Richard Mille mod. RM 017
 
Outra total falta de critério da revista ao tentar fazer uma correspondência entre os modelos apresentados, foi a discrepância de valores entre eles.

O HD3 Slyder custa em torno de U$ 8.000,00. E o Patek custa aproximadamente U$ 230.000,00.
Mas a questão aqui não são os preços.

Entendo que é um nicho a ser explorado e que certamente terão otários de sobra dispostos a desembolsar esse tipo de dinheiro em algo absolutamente duvidoso. 

Agora, se for para gastar U$ 8.000,00 em um relógio, então compre um Rolex. Esse com certeza ninguém vai achar que é um Cassio.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Previsão Imprevisível



Já percebeu como a previsão do tempo sempre erra?! É inacreditável. 

Esse final de semana não foi diferente. Na sexta-feira 23/11/12 assisti em algum noticiário local, que teríamos um sábado frio e chuvoso e que domingo o sol voltaria a brilhar, trazendo novamente o calor.

Pois bem. Adivinhe o que aconteceu. Sexta-feira um calor insuportável, sábado tempo ameno, porém com céu fechado e domingo... frio e chuva. 

Isso mesmo. Você leu certo. Frio e chuva, no lugar do sol com o calor prometidos.

Eu não tinha nenhum grande plano para domingo que dependesse do tempo, nem nada do gênero, mas e se, assim como um monte de gente, tivesse marcado um churrasco em família ou com os amigos? Nem tampouco frequento os parques da cidade, isso é coisa para os caipiras locais que como não tem praia perto, preferem lotar algum parque da nossa cidade, empesteando o local com suas músicas de péssima qualidade em volume ensurdecedor, e bebendo cerveja vagabunda direto da latinha. Antes que venham me encher, aviso que sou nascido e criado aqui.

Voltando ao tema, para hoje estava programado um almoço em homenagem aos 80 anos de minha avó paterna, e sempre existem coisas de última hora que precisam ser compradas. Como não poderia ser diferente, fiquei encarregado de providenciar alguns detalhes que faltaram. Coisa pouca. 

A situação que se apresentava era a seguinte: 

a) eu sabia da necessidade de fazer algumas compras de última hora;

b) já sabia antecipadamente, desde sexta-feira, que no domingo a temperatura iria subir e o sol aparecer;

c) plenamente ciente de minha enorme responsabilidade e sabendo das condições atmosféricas, me aprontei devidamente trajado de bermuda, tênis e camiseta. 

Quando saí pela porta para pegar o carro qual não foi minha surpresa.

A previsão do tempo, só para variar, estava totalmente errada. Chuva fina, ao invés de sol e ao invés de calor, uma temperatura de 13 graus.

Me recusei terminantemente a admitir que a previsão estivesse errada. Certamente eu deveria estar vendo e sentindo coisas que não correspondiam com a realidade.

Saí para o mercado assim mesmo, e só ali percebi que a coisa estava errada mesmo, quando vi um cara usando um blusão de lã e segurando um guarda-chuva. Ora, mas a previsão havia me garantido bom tempo.

Aposto que como eu, outros devem ter sido ludibriados por ela.

Felizmente consegui uma vaga coberta para estacionar e que dava acesso diretamente ao interior do supermercado, o que sem dúvida evitou que pegasse uma pneumonia.

Pois bem, desse dia em diante nunca mais vou dar bola para a previsão do tempo, afinal essas previsões sempre são imprevisíveis. Na verdade, se você pensar bem, elas são sempre previsíveis, pois invariavelmente estão erradas. 

A previsão para amanhã (terça 27/11/12) é de chuva com temperaturas entre 14 e 23 graus. Alguém aí aposta que vai estar errada?